DO SONETO

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DO SONETO








A Rima empunha enxadas e resiste!


Premindo teclas sem hesitação


Percorre o Tempo de palavra em riste;


Que ninguém tente impor-lhe a rendição!





Pode trazer consigo um verso triste


Para juntá-lo ao viço da canção


Que canta quem não cala, nem desiste


De fazer de um soneto uma missão,





Ou pode estar escondida, ensimesmada,


Em gestação latente e bem calada


Até que, de repente, brota e jorra





Como se fosse, a espera, premiada


E, quando já madura e fermentada,


Desse vida ao Soneto, antes que morra.








Maria João Brito de Sousa – 09.05.2018 – 11.20h


 

Comentários

  1. É sorriso de Primavera
    é resistir ao que nos espera
    este Verão...

    Beijinhos de aqui
    e uma feliz tarde quentinha

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Estou demasiado dorida para me aperceber do calor, Anjo... ou, então, aqui não está calor nenhum... ou sou eu que estou com febre. Sei lá... desde que me quase me parti pela cintura, não sinto senão dores. Mas não te preocupes que amanhã de manhã vou à minha médica, embora não me pareça que ela possa fazer muito mais do que já está a ser feito. Se pudesse, tomava uma daquelas "bombas" contra as dores, mas não posso por causa do tratamento de anti-coagulação. Tenho mesmo de me aguentar até isto começar a passar

      Obrigada e um beijinho

      Eliminar
  2. Respostas
    1. É bem capaz de o ser... o soneto tem, na minha perspectiva, a dimensão de uma causa.

      Obrigada e um feliz dia.

      Eliminar

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