MOAXAHA AO PÃO

MOAXAHA III
AO PÃO
Há quem cozinhe o pão da sua ceia
Na brasa incandescente de uma ideia.
Por vezes, nada, nada nos sacia
Esta fome, esta sede, esta agonia,
Este desassossego, esta avaria
Que, ao consumir-nos, sempre se acrescenta
Ao verso cuja massa em nós fermenta.
Outras vezes, ficamos em pousio
A levedar um pão bem mais tardio.
Sem brasas. Só tições no forno frio
E um nada, um quase nada que alimenta
Quanta razão de um nada se sustenta.
“Não tem asas
a vitória terrestre:
tem pão sobre os seus ombros,
e voa corajosa
libertando a terra
como uma padeira
levada pelo vento.”
Citando Pablo Neruda in “ODE AO PÃO”
Maria João Brito de Sousa – 09.05.2018 – 13.40h
Imagem - The Bread Carrier - Pablo Picasso
Sem quaisquer pretensões do ideal clássico, transcrevo:
ResponderEliminarPão e Paz
Pão, em casa, é harmonia
Do Amor mantendo a chama
Trinado - breve, melodia
Da Paz que o Homem reclama.
In: http://aquem-tejo.blogs.sapo.pt/sete-quadras-soltas-7688
Parabéns pelo seu meritório trabalho perfeccionista na "cozedura do Pão Poético"!
Muito grata pelas suas palavras e pela excelente quadra solta, amigo Francisco.
EliminarCom razão reclama a Paz
O Homem que, aprisionado,
Já nem sabe quem lhe traz
O Pão por si cozinhado...
Vou já visitá-lo. Saudações poéticas.