MOAXAHA IV

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MOAXAHA IV





Aos que em tudo acreditam me dirijo.


Corrija quem puder. Eu não corrijo!





Erros de paralaxe. O que serão?


Há que ter disso a mínima noção


E não acreditar de modo vão


Em tudo o que se vê nestas paragens


Onde se (des)constroem mil imagens.





Escorços, pontos de vista, perspectivas,


Visões em túnel, falsas narrativas


E crenças, serão como arestas vivas


Que muitas vezes saltam das mensagens


E te enredam na farsa das miragens.





“Mas a vida é uma coisa imensa, que não cabe numa teoria, num poema, num dogma, nem mesmo no desespero inteiro dum homem.”





Citando Miguel Torga, in DIÁRIO, 1941


 





Maria João Brito de Sousa – 18.05.2018 -12.33h


 

Comentários

  1. Assenta que nem peras
    ao tempo que vivemos
    e se sempre esperar esperemos
    por umas ondas de calmaria...

    Bom fim de Semana sossegado

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    1. Bom fim de semana, também para ti, Anjo.

      Tens razão, escrevi esta Moaxaha a pensar exactamente nos tempos que correm.

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  2. às vezes acontecem-me
    estas coisas anónimas de aqui acima...


    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ehehehe, já percebi que sim. Olha, se tivessem acontecido no template antigo, aparecerias como "demasiado tímido". Tinha-o configurado assim...

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    2. Boa e feliz noite para ti, Anjo. Espero que a minha noite não seja tão dorida quanto a de ontem porque isto de nos deitarmos com uma vértebra fracturada, não é pêra doce.

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