PASSANDO AO LADO

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“PASSANDO AO LADO”








E quando mal se dorme porque a dor


Teimou a noite inteira, acrescentou-se


E, conseguindo levar a melhor,


Deixou dentro de nós a dor que trouxe,





Não há espaço pra sonho, ou chão pra flor;


Já nada é espanto, nada é pêra-doce


E tudo, analisado ao pormenor,


Parece um pesadelo. Antes o fosse!





Mas pesa-me, este longo desabafo;


Não tenho a fina lira que tem Safo,


Nem as paixões soberbas de Florbela.





Poeta de aço vivo e já tardia,


Subtraio à dor um pouco de ironia,


Passo-lhe ao lado e... já nem dou por ela!








Maria João Brito de Sousa – 19.05.2018 – 09.08h








 

Comentários

  1. “Encantos”

    O mundo tem desencanto
    Mas a alma aprisionada
    Não busca outro recanto
    Na sua floresta encantada

    Encantar-se não exige tanto
    Como seguir desencantada
    E para meu grande espanto
    “Is for free” não custa nada

    Apenas o coração ao alto
    Com olhares no horizonte
    E a mente despoluida

    Por vezes um sobressalto
    Mas nada que seque a fonte
    Dos encantos desta vida.

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    Respostas


    1. "Dos encantos desta vida"
      Que trago dentro de mim,
      Consta a semente florida
      Que plantei no meu jardim

      E que não foi destruída,
      Apesar de estar assim,
      De haste quebrada e dorida,
      A protelar o seu fim...

      Outros trago, bem guardados,
      Dia a dia acrescentados,
      Enquanto assim puder ser ;

      Os sonetilhos-resposta
      Que lhe dou, pois sei que gosta
      De podê-los receber.

      Maria João

      Olá,Poeta! Desta vez, glosei-o a partir do verso final do seu sonetilho

      Um abraço grande para si e toda a família!

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