ALHO PORRO

ALHO PORRO
Se à rua sais levando um alho porro
Para enfeitar a noite ao São João
E alguém, ao ver-te, grita por socorro,
Não sabendo o que trazes tu na mão,
Segue em frente. Nas ruas que percorro,
Na da Memória e na da Tradição,
Encontras quem recorde o que eu discorro
E te devolve, rindo, o gesto são.
O martelinho de hoje está distante
De trazer-me a alegria esfusiante
Do “porro” dos meus tempos de menina,
Quando o brandia em gesto triunfante
Ou, fingindo ter medo do tratante,
Me apressava a esconder-me em qualquer esquina.
Maria João Brito de Sousa- 23.06.2018 – 19.40h
Muito bonito e alegres: soneto e comparsas da foto. Fizeram-me sorrir pela jovialidade que transmitem.
ResponderEliminarObrigada, amigo Francisco.
EliminarConfesso que a fotografia foi retirada da net, via Google. Deveria tê-lo mencionado, mas esqueci-me... mas calculo que a foto corresponda muito aproximadamente ao último ano em que passei o São João no Porto.
Fraterno abraço,
Hé hé hé
ResponderEliminare zumba que zumba
que ninguém leva a mal por tal
é hé hé bonito e alegre MJ
Boa e feliz noite sossegada
beijinhos de aqui
Eheheheheh... este ano ninguém me poderia tocar, mas pelava-me pelo alho porro quando era miúda, Anjo...
EliminarFeliz e sossegada noite para ti!