EU, O LOBO

EU, O LOBO
(Soneto de Coda)
Sou um lobo e nasci para predar
Quanto me baste pra me garantir,
Bem como a todo o fruto que gerar
Na compulsão de me reproduzir,
Todo o bicho passível de matar
A dureza da fome que eu sentir,
Que também eu a sinto a protestar
Quando o sustento vai tardando em vir...
Se te assusto nas noites de luar
C´o uivo prolongado que emitir,
Mais a mim me violento, se o calar!
Mais tu matas do que eu possa caçar
E bem mais do que a fome te exigir;
A ti, dono e senhor do teu mal-estar,
Que apenas caças para te exibir,
Que mais posso dizer-te pra mostrar
Ter, também, o direito de existir?
Maria João Brito de Sousa – 27.06.2018 – 13.48h
E o raio do Lobo mau
ResponderEliminarpagou-nos o bilhete
à má exibição e ao pouco brilharete...
Boa e feliz noite MJ
beijinhos de aqui
Até eu vi o final do jogo, Anjo...
EliminarBoa e serena noite para ti
Bjinhos