NAS ARTÉRIAS E VEIAS DA CIDADE

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NAS ARTÉRIAS E VEIAS DA CIDADE


 


 


O sangue inunda as veias da cidade


Vindo da fonte humana que o contém,


E só por uns instantes se detém


Para beber um copo na Trindade,


 


Para dizer bom dia a quem lá vem,


Pra dar-se num abraço de saudade,


Pra comer uns natinhas em Belém,


Ou na Avenida que é da Liberdade.


 


 


Corre o seu sangue em puro descompasso


Do Marquês ao Terreiro que, do Paço,


Passou a ser do povo que é sa(n)grado,


 


E nessa imensa/infinda hemorragia,


Esvai-se a cidade inteira, dia a dia,


Ao som das mansas notas do seu fado.


 


 


 


 


Maria João Brito de Sousa – 22.06.2018 -15.48h


 


 


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Comentários

  1. E biba Portugal
    que não se deixou "amachucar pelo Queirós"
    e a festa lá prós lados do Marquês
    tá de arromba
    com Cerveja e Quim Barreiros e Quizomba... Hé hé hé

    Boa e feliz noite
    que se estivesses por aqui perto
    bebíamos uma grade de Minis eu sei que não podes
    mas uma de Minis com água

    Beijinhos de aqui

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    Respostas
    1. Ah, arranjavas-me um chazinho ou um café, rsrsrs...

      Imagino, Anjo! Deve estar tudo a dançar e a cantar em volta do marquês e do seu leão, rsrsrs...

      Beijinhos

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