O ÚLTIMO DEGRAU

O ÚLTIMO DEGRAU
Beijou, espantado, o último degrau,
Saiu cambaleando até cair
Redondo e tão sem vida quanto um pau
Que não servisse mais, nem pra partir...
Dos passos dados, nenhum fora mau
E a este, nem cuidou de o prevenir;
Foi num rompante que passou a vau
O rio que separava o seu porvir,
Do caixão onde cumpre agora a morte,
Só porque, no degrau, foi a má sorte
Quem o veio buscar quando caiu.
Por mais que seja um homem fraco ou forte,
Pode perder da vida o passaporte
Por causa de um degrau que ninguém viu...
Maria João Brito de Sousa – 17.06.2018 – 18.10h
“Descontinuado”
ResponderEliminarEu estou descontinuado
Sou único e irrepetível
Devia ter-me clonado
Ser a milhões acessível
Agora que fui descuidado
Sou finito e indivisível
O mistério está fechado
Sem uma chave possível
Mas virá na nova era
A inteligência artificial
Em que o algoritmo é rei
Aí a clonagem impera
Cada milhão será igual
Descontinuado não estarei.
Prof Eta
EliminarEu não sou contra um progresso
Que ninguém pode deter,
Mas temo que um retrocesso
Possa vir a acontecer...
Purga o mundo qual abcesso
E está tudo a apodrecer...
Ou sou eu que vejo em excesso,
Ou sou eu que não sei ver?
Minha descontínua mente
Fica por vezes descrente
De tudo o que deduziu.
Pára e, coerentemente,
Tenta ver algo dif`rente...
Mas tudo se repetiu.
Maria João
Boa noite, Poeta! Cá vai, com o abraço de sempre.
Pois é
ResponderEliminarque isto de andar a pé
em escadarias e quebra costas
fica -se em postas, no descuido hé hé hé
Beijinhos e um bom e feliz dia
Ui, Anjo... com esta fractura e o raio do colete, é um risco imenso descer aqueles sete degraus...
EliminarBom e feliz dia para ti