RIBEIRA DE OEIRAS

RIBEIRA DE OEIRAS
A minha ribeira, hoje tão distante,
Corria cantante mesmo à minha beira...
Agora, ligeira, passa-me adiante
E eu, cambaleante, dou-lhe a dianteira.
Passa pela feira calma e sussurrante,
Depois, num rompante, faz-se toda inteira
Ao mar. Ah, ribeira, morres triunfante
No mais belo instante da tua carreira!
Lembro uma clareira, clara e verdejante,
Na qual lendo Dante pela vez primeira,
Te escutei, ribeira do rumor constante,
Dar-te ao mar amante na foz derradeira...
Nenhuma fronteira tinhas por diante;
Só eu, lendo Dante, te invejei, ribeira.
Maria João Brito de Sousa – 16.06.2018 – 00.23h
Imagem - "Petite Liseuse", Jean Baptiste Corot
Excelência de homenagem
ResponderEliminara uma Ribeira vista e escutada
seja de que margem...
Bom e feliz dia de aqui da Ribeira da Carpinteira
Beijinhos
Bom dia para ti e para a tua ribeira da Carpinteira, Anjo
EliminarSão sempre lindas, as nossas ribeiras. Eu trago sempre duas no coração; esta, que desagua na praia de Sto Amaro de Oeiras e a do Jamor - essa já é um riozinho... - que desagua no estuário do Tejo, na Cruz Quebrada.
Beijinhos