A MÃO QUE O VERSO CRIA

A MÃO QUE O VERSO CRIA.jpg


 


A MÃO QUE O VERSO CRIA


*


(Em verso alexandrino com rima encadeada)


*








Vem quase tudo quando um nada já me chega


Disto que não se nega e cresce em descomando


De encantos se encantando ao ver-me assim tão cega


Que bem mais se me apega assim que, cega, abrando.





*


Disto me vou queixando aquando mal sossega


A mão que tudo agrega e que me vai faltando


Quando mais precisando estou da mão que entrega


Que, hoje, tudo delega até sei lá eu quando...





*


Um nada sobraria e tudo, de uma vez,


Sem comos nem porquês caindo à revelia


Do que ela escandiria ao compasso de um mês,





*


Parece-me, talvez, pedir em demasia...


Mas quem impediria o verso, um descortês,


De aninhar-se onde o fez a mão que o verso cria?


*





Maria João Brito de Sousa – 13.07.2018 – 13.11h


*





 

Comentários

  1. Bom fim de Semana
    e boas rimas
    boas ondas
    e também refrescantes sombras...

    Beijinhos de aqui

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    Respostas
    1. Está demasiado fresca, a minha ensombrada sala, Anjo... o Sol deve ter ido passar férias a um dos pólos da Terra

      Bom e animado fim-de-semana para ti.

      Beijinhos

      Eliminar

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