NOUTRAS "GRUTAS", MUNDO AFORA...

NOUTRAS “GRUTAS”, MUNDO AFORA...
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Nem todos os medos moram numa gruta...
Companheiro escuta; por quantos degredos,
Sem tecto ou brinquedos, sem sopa nem fruta
E tratado à bruta, não passa o que em credos
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Esconde os seus segredos no seio da luta?
E esse que labuta e que fere os dedos
Nos rijos penedos duma terra enxuta,
Sem colher folguedos, como se em recruta
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Sem alternativa, vivesse hora a hora
Para quem o explora, sem cuidar que viva?
Esse, o que se priva, esse, o que se ignora
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O que nada implora e na dor que o criva
Espelha a mãe nativa que o beija e que adora,
Pondo nesse “agora” vida e perspectiva...
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Maria João Brito de Sousa – 08.07.2018 – 15.09h
(Soneto hendecassilábico com rima encadeada/intercalada)
Beleza de palavras
ResponderEliminartuas escravas, hé hé hé Brinco
Boa semana e um xoxo fofo de aqui
Olá, Anjo!
EliminarOlha que não sei... não sei se são elas que são minhas escravas, ou se sou eu que sou escrava delas, rsrsrs... mas se for eu, não me importo de o ser
Feliz dia que eu estou a tentar preparar-me para duas consultas... raio de coisa que nem chego aos meus próprios pés, é cá um desconchavo para vestir umas calças...
Beijinhos
“Na gruta”
ResponderEliminarAprendamos a meditar
Antes d'estarmos na gruta
Para se um dia ela chegar
Ser equilibrada a disputa
Aprendamos a confiar
No amor como batuta
Pra que floresça o pomar
Repleto da melhor fruta
Em tempos de incerteza
Em tempos de escuridão
Que a paz possa vencer
Impondo-se com firmeza
Ante a maior explosão
Que esteja pr'acontecer.
Presa e bem presa estou eu
EliminarNum colete de incertezas
Que o velho hospital me deu
(eu não tinha prás despesas...)
E medito com Morfeu,
Sem pensar nas asperezas
Que a vida me concedeu;
Dou folga às velhas tistezas.
Em grutas, não posso entrar...
Veja bem, mal posso andar,
Quanto mais ter aventuras
Que não as do tal pomar
Onde me ponho a cuidar
De versos de outras texturas...
Maria João
Cá vai, Poeta, já meio assinado pelo João Pestana, que é o primo pobrezinho de Morfeu
Coube-me a sorte de, em cima de tudo o mais, apanhar uma gripalhada de Verão e estou com uma dor de cabeça que não desejaria ao diabo, nem mesmo se nele acreditasse. Abraço grande!
“Instantes”
ResponderEliminarPodemos sempre acreditar
Nesses anjos vigilantes
Cuja vida têm para dar
Abnegados e constantes
Não que se queiram matar
Pra se verem importantes
Mas é uma forma de estar
Pois a vida é de instantes
Formados numa cadeia
Que nos foi oferecida
Tendo por base o valor
Fruto do esforço da aldeia
Ao preparar-nos prá vida
Em micro instantes d’amor.
Que os instantes possam ser
EliminarCada dia um pouco mais!
Que del`s possamos colher
Mais instantes fraternais.
Que cad`homem ou mulher
Consiga ver, nos demais,
O que em si consegue ver
Da vida e dos seus sinais
E que de uma vez se entenda
Que é melhor tirar-se a venda
Das mil visões distorcidas
Para que bem mais se aprenda
E possa alargar-se a senda
Das nossas pequenas vidas.
Maria João
Cá vai, Poeta, com outro abraço grande!
https://24.sapo.pt/opiniao/artigos/sobreviventes-e-naufragos
ResponderEliminarBom dia, Poeta.
EliminarÉ bem verdade... tantas, tantas grutas, mundo afora... podem vestir diferentes roupagens e sufocar de diferentes maneiras, mas todas são ciosas das suas vítimas.
Abraço grande.
Um excelente poema, uma denúncia pertinente de outras situações, outras crianças, outros penares a que ninguém parece dar crédito. Obrigado Maria João.
ResponderEliminarSou eu quem lhe agradece a leitura e as certeiras palavras aqui deixadas, Elvira.
EliminarO meu forte abraço!