O TRADUTOR DE TUDO(S)

O TRADUTOR DE TUDO(S)
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Traduzia travessos travessões,
Tipificava terminologias,
Técnicas tácteis, tons, tipografias,
Transparências trocadas por tostões.
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Ténues, tremeluzentes tentações
Tendem-lhe teias. Trigonometrias!
Transpõe totais, transcende tiranias,
Tudo transfunde em tais transmutações.
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Tingem-se tempestades temerárias!
Talvez tangíveis, toscas, temporárias,
Talvez tremendas, torpes, terminais.
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Trágicos travessões, tiranos tiques...
Tudo transposto, tábuas e tabiques,
Titânica tarefa, a dos totais!
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Maria João Brito de Sousa
20.07.2018 – 15.31h
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Ao código binário. A George Boole. A Stephen Hawking
De tanto remoer
ResponderEliminaresperemos que o futuro não faça esquecer
o que somos...
Beijinhos e um bom e feliz dia
Bom dia, Anjo!
EliminarEsperemos que não, mas... para te ser muito sincera, o que somos nós em termos biológicos? A par de tudo o que conseguirmos, ou não, conquistar, somos uma espécie em constante evolução, como todas as outras...
Mas que esta perspectiva bem real da vida nos não faça deixar de ser o que somos e como somos, enquanto for sendo tempo de o sermos.
Beijinhos!
"Dança"
ResponderEliminar“Nem todos são sonolentos”
Nem todos se deixam ficar
Porventura os pachorrentos
Vão caminhando devagar
Vão escavando argumentos
Já gastos, ou para gastar
Vão esperando os momentos
Em que se possa acelerar
E esta luta já gasta
De propósito insondável
Vê nascer a nova esperança
Está velha quanto basta
Pressente-se inconsolável
Pois gastou-se nesta dança.
Prof Eta
DANCEMOS;
Eliminar"Pois ganhou-se nesta dança"
O que fora já perdido
E a luta contra a Finança
Vai ganhar novo sentido;
Na rota da confiança,
Por tudo o mundo é sabido
Que há-de vencer a temp`rança
Com seu rendado vestido.
Sonda-se o céu, vai-se a Marte,
Mesmo estando a luta velha,
Porque não também sondar-te?
Eu afirmo-me vermelha,
Tenho algum engenho e arte
E ando aos versos, sem parelha. Rsrsrsrs...
Maria João
Cá vai com um abraço grande, Poeta! Gostei muito desta sua dança!
"Desemparelhado"
ResponderEliminar“Ando aos versos, sem parelha”
Que a parelha ninguém viu
Inda procurei em Sortelha
Mas a dita não surgiu
Perguntei a uma velha
Se a parelha se evadiu
Mas ela torceu a orelha
Nada disse e assim partiu
Soltando coices solitário
Me quedei sem ter remédio
Nem vislumbrar alternativa
Sou um velho temerário
Quinda não sofre de tédio
Mesmo com parelha esquiva.
Prof Eta
SEGUIR EM FRENTE
Eliminar"Mesmo com parelha esquiva"
E com pedra no sapato
Nada da dança me priva,
Porque tenho alma de gato,
De ser céptica, assertiva
E espinhosa como um cacto;
Também danço em roda-viva,
Mando à fava o desacato!
Deste mundo obsceno e louco,
Sei um pouco, muito pouco;
Deduzo constantemente.
Às temerárias paixões
Transformo-as em compulsões
E é assim que sigo em frente.
Maria João
Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de todos os dias!