O TRADUTOR DE TUDO(S)

TRADUTOR DE TUDOS.jpg


 


O TRADUTOR DE TUDO(S)


*





Traduzia travessos travessões,


Tipificava terminologias,


Técnicas tácteis, tons, tipografias,


Transparências trocadas por tostões.


*


Ténues, tremeluzentes tentações


Tendem-lhe teias. Trigonometrias!


Transpõe totais, transcende tiranias,


Tudo transfunde em tais transmutações.


*


Tingem-se tempestades temerárias!


Talvez tangíveis, toscas, temporárias,


Talvez tremendas, torpes, terminais.


*


Trágicos travessões, tiranos tiques...


Tudo transposto, tábuas e tabiques,


Titânica tarefa, a dos totais!


*








Maria João Brito de Sousa 


20.07.2018 – 15.31h


*


 


 


Ao código binário. A George Boole. A Stephen Hawking





 

Comentários

  1. De tanto remoer
    esperemos que o futuro não faça esquecer
    o que somos...

    Beijinhos e um bom e feliz dia

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    Respostas
    1. Bom dia, Anjo!

      Esperemos que não, mas... para te ser muito sincera, o que somos nós em termos biológicos? A par de tudo o que conseguirmos, ou não, conquistar, somos uma espécie em constante evolução, como todas as outras...
      Mas que esta perspectiva bem real da vida nos não faça deixar de ser o que somos e como somos, enquanto for sendo tempo de o sermos.

      Beijinhos!

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  2. "Dança"

    “Nem todos são sonolentos”
    Nem todos se deixam ficar
    Porventura os pachorrentos
    Vão caminhando devagar

    Vão escavando argumentos
    Já gastos, ou para gastar
    Vão esperando os momentos
    Em que se possa acelerar

    E esta luta já gasta
    De propósito insondável
    Vê nascer a nova esperança

    Está velha quanto basta
    Pressente-se inconsolável
    Pois gastou-se nesta dança.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. DANCEMOS;

      "Pois ganhou-se nesta dança"
      O que fora já perdido
      E a luta contra a Finança
      Vai ganhar novo sentido;

      Na rota da confiança,
      Por tudo o mundo é sabido
      Que há-de vencer a temp`rança
      Com seu rendado vestido.

      Sonda-se o céu, vai-se a Marte,
      Mesmo estando a luta velha,
      Porque não também sondar-te?

      Eu afirmo-me vermelha,
      Tenho algum engenho e arte
      E ando aos versos, sem parelha. Rsrsrsrs...

      Maria João

      Cá vai com um abraço grande, Poeta! Gostei muito desta sua dança!


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  3. "Desemparelhado"

    “Ando aos versos, sem parelha”
    Que a parelha ninguém viu
    Inda procurei em Sortelha
    Mas a dita não surgiu

    Perguntei a uma velha
    Se a parelha se evadiu
    Mas ela torceu a orelha
    Nada disse e assim partiu

    Soltando coices solitário
    Me quedei sem ter remédio
    Nem vislumbrar alternativa

    Sou um velho temerário
    Quinda não sofre de tédio
    Mesmo com parelha esquiva.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. SEGUIR EM FRENTE

      "Mesmo com parelha esquiva"
      E com pedra no sapato
      Nada da dança me priva,
      Porque tenho alma de gato,

      De ser céptica, assertiva
      E espinhosa como um cacto;
      Também danço em roda-viva,
      Mando à fava o desacato!

      Deste mundo obsceno e louco,
      Sei um pouco, muito pouco;
      Deduzo constantemente.

      Às temerárias paixões
      Transformo-as em compulsões
      E é assim que sigo em frente.

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Cá vai com o abraço de todos os dias!

      Eliminar

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