VELHA TEORIA

VELHA TEORIA
(Por Vezes Fico Assim...)
*
Por vezes fico assim, cega de todo
A tudo o que não seja esta vontade
Que me assalta por dentro, que me invade
E tudo me faz ver de um novo modo,
*
Tal qual eu fosse um chão passado a rodo
Pela bátega de água que se evade
E me deixa mais sede que saudade
Dos rios de onde colhi lótus e lodo.
*
É quando chega o verso e me desperta,
E me arranca de vez dessa aporia,
O tal que se escondera em parte incerta
*
Compondo e decompondo a melodia
Que me fascina e que me desconcerta,
Que a estrofe prova a velha teoria.
*
Maria João Brito de Sousa – 16.07.2018 -15.25h
(Na sequência da leitura do soneto “Por Vezes Fico Assim...” de Joaquim Sustelo)
“Firmamentos”
ResponderEliminar“Os restos que ninguém quis…”
Fizeram a sopa de tantos
Mas isso a consciência não diz
E quem cala esses prantos?
Uma caldeirada de perdiz
Condiz bem noutros mantos
Diamantes moldam perfis
Atmosferas plenas d’encantos
Arrasta o teu parco viver
Vai calcorreando a viela
Descrita no teu passaporte
És um activo a defender
Tens cartão e tens gamela
Tens o firmamento, que sorte.
EliminarSEMPRE PRONTA A SEDUZIR
"Tens firmamento, que sorte"
De vida haverás de ter
Se não tens sequer um norte
Que te queira receber?
Certo é que a todos a morte
Há-de vir a conhecer...
Sê, no entanto, mais forte
Quando ela à porta bater!
Sê grande, enquanto pequeno,
E nunca haverá veneno
Que te possa reduzir
À pequenez verdadeira
De quem tenha uma algibeira
Sempre pronta a seduzir, rsrsrsrs
Maria João
Cá vai com outro abraço grande, Poeta!
Bom e grande fim de Semana
ResponderEliminarOlá, Anjo!
EliminarQue tenhas um excelente fim-de-semana! Beijinhos!