CARTA ABERTA À MINHA MUSA - Soneto sem a letra "O"

CARTA ABERTA À MINHA MUSA
(Soneto sem a letra “o”)
*
Cara metade minha, claramente
Te revelaste em meta caminheira;
Tanta passada deste à minha beira,
Que passada te cri, eternamente.
*
Perdida me senti, perdidamente,
Mas achada me achei, perfeita, inteira,
Apesar desta inépcia e da canseira,
Ainda que insubmissa e que insurgente.
*
Amansa essa passada, essa cadência,
Essa pressa que sempre me ultrapassa
Na sede de saber, na sua urgência...
*
Fartei-me de estar presa e velha e lassa,
Cansei-me de apressar-me e, sem paciência,
Passa-me a ser a meta uma ameaça.
*
Maria João Brito de Sousa – 03.08.2018 – 13.12h
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