CASA

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CASA


*





Agiganta-se a casa. O mundo pára.


Não excede o meu telhado o próprio céu,


Quando me falam deste pouso meu,


Da minha toca velha e estranha e rara,


*


 


Deste tecto onde a musa se declara


A cada verso lido como seu


E, a cada passo que ainda não deu,


Mais foge a casa que nos foi tão cara.


*





Se fico, estou perdida e, se vou, morro.


Pra quê chorar, gritar, pedir socorro?


Escolho morrer, ficando! Morro nela.


*


 


A musa (inexistente) assim mo dita,


Pois disso nos dependem verso e escrita;


Arrisco, escrevo e não desisto dela!


 


Maria João Brito de Sousa – 02.08.2018 – 09.52h


 

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