JANGADA

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 JANGADA


*





Olhei-te em tempo incerto, à hora errada;


Inda o dia tardava a despontar,


Já eu te olhava como se esse olhar


Pudesse dar-te tudo, sem ter nada.


*


 


Olhei-te nesse alvor de madrugada,


De manhã, à tardinha e, ao deitar,


Já esquecera que havia todo um mar


Ao qual eu prometera uma jangada.


*


 


Para te olhar, desconstruí-me inteira


E esqueci-me do mar, que nem ribeira


Cheguei a ser, sem vagas, nem marés...


*





Nessa jangada nunca mais pensei,


Se não quando de olhar-te me cansei


E vi que a tinha inteira sob os pés.


*


 





Maria João Brito de Sousa – 11.08.2018 – 12.19h


 


 


 


 


 

Comentários

  1. De jangada ai de nós
    andamos
    uns dias em terra
    até outros mais sós

    Visómetro a 100%

    Beijinhos e uma feliz tarde de aqui

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    Respostas
    1. Fico contente pelo teu visómetro, Anjo.

      O mesmo pudesse eu dizer dos meus que nem sei a quantos por cento andam... só sei que funcionam muito, mas mesmo muito insuficientemente para quem tanto deles precisa para a escrita e para as leituras.
      Mas, para já, outros tratamentos urgentes se me impõem.

      Feliz tarde, Anjo

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