COMO DIZER-TE? II

COMO DIZER-TO? II
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Ao tédio, que nego, renego e desfaço
pedaço a pedaço, com honras de apego,
com martelo e prego, sou aço sobre aço
zurzindo, qual maço, um arco que é cego,
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Mas logo o delego pra espaços sem espaço
e nem por cansaço ao tédio me entrego
pois mudo, navego e assim não me maço
se faço e re-faço, ou se guardo e nem pego...
*
É tempo de um espanto de pura vertigem...
Tudo nos exigem. Exigem-nos tanto
que mesmo um quebranto não sei de que origem
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Parece ser virgem escondida por manto...
Vivemos, portanto, dos medos que infligem
deuses de fuligem e aras de amianto.
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Maria João Brito de Sousa – 19.09.2018 – 10.10h
(soneto em verso hendecassilábico com rima encadeada)
E assim é que é
ResponderEliminarbatamos o Pé
seja que saricoté...
Beijinhos de aqui e um feliz dia desejo eu
Bom dia, Anjo.
EliminarSem bater o pé, porque esse é um daqueles movimentos que não posso mesmo fazer, desejo-te um feliz dia.
Beijinhos
Gostei de ler.
ResponderEliminarAmiga peço desculpa, pelos meus gostei de ler que pouco ou nada dizem. Adoro poesia, mas não sei comentá-la. O poema, não é como a prosa que a gente lê e dá a nossa opinião sobre o que leu. O poema, é muito mais que palavras, é sentimento, e este sente-se ou não se sente, mas comentar é difícil.
Abraço
:) Não se preocupe com isso, Elvira.
EliminarEu também sou uma péssima comentadora e a prova é que a leio diariamente e fico quase sempre em silêncio, pelo que deveria ser eu a pedir-lhe desculpa, não a Elvira a pedir-ma a mim...
Eu compreendo-a perfeitamente, até porque o verdadeiro soneto é uma das fórmulas poéticas mais difíceis de analisar e comentar.
Muito obrigada e um abraço.