CONSELHOS

CONSELHOS
*
Exaltem-se os protestos, abram-se alas
Nas praças, nas vielas e nas ruas
Aonde, desdenhado, desconstruas
A mensagem que houver na dor que exalas;
*
Basta que digas não, quando te calas,
Que te banhe o suor que agora estuas,
Que tragas as vermelhas veias nuas,
Que te faças ouvir, enquanto falas!
*
Que ingenuidade a minha! Dou conselhos
Quando já estou de tudo despojada...
Quebrada, sim, mas nunca de joelhos,
*
Julgo ter voz quando não tenho nada
Senão o vôo frágil dos pardelhos
E a minha barca errante e naufragada.
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Maria João Brito de Sousa – 02.09.2018 – 14.41h
Arrebatador Poetar
ResponderEliminare marca MJ
Beijinhos e um bom e feliz dia de aqui
Obrigada, Anjo!
EliminarUm dia feliz para ti que eu ainda estou para aqui à "bulha" com duas infecções teimosas ... e dolorosas. Mais lenta, portanto, mas ainda com alguma garra
Bjinhos
Idem, ibidem.
EliminarObrigada, Anjo!
EliminarNão gosto de dar conselhos, nem gosto poesia paternalista/moralista, por isso, antes que alguém mo dissesse, disse-o eu mesma, nos tercetos finais, rsrsrs...
Beijinhos e um feliz dia para ti... ups! Publicaste ontem, mas só hoje hoje estou a ver as tuas palavras. Que o dia de hoje te seja muito favorável e gratificante!
“Sociedades”
ResponderEliminar“Só poucos terão lugar”
Neste tão lindo jardim
Outros não podem entrar
Já que a vida é assim
Há muita promessa no ar
Poucas serão para mim
Também no círculo polar
Há sempre muito pinguim
Com a cauda a bandear
Seguem com grande frenesim
O dono dos blocos de gelo
Só alguns podem almejar
Serem sócios do pasquim
E possuir um casaco de pêlo.
Prof Eta
Tenderemos Para o Bem
Eliminar"E possuir um casaco de pêlo"
Que não seja natural,
Porque até pode ser belo,
Mas é de um outro animal
E se há quem saiba fazê-lo
Será, para mim, normal
Poder comprá-lo e escolhê-lo,
Se houver dinheiro pra tal...
Mas cada espécie é distinta;
Se a evolução nos finta,
Damos-lhe a volta também
E à nossa humana maneira,
Com mais ou menos asneira,
Tenderemos para o bem.
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
“Cume da gargalhada”
ResponderEliminarSe tens a alma a sorrir
Podes atingir a perfeição
Mas não consegues sentir
Se à alma não deres a mão
Mas para a alma se abrir
Não lhe podes dizer não
Tens tão só que abstrair
Daquela mesquinha razão
Que te obriga a subtrair
Às voltas do coração
Essa qu’está a impedir
Como o cume do vulcão
A tua alma de expelir
Gargalhadas em profusão.
"Rir Quanto me Baste"
Eliminar"Gargalhada em profusão"
Vou dando, mas quanto baste,
Pois nunca tive a ambição
De rir-me até ao desgaste
E até me faz confusão
Pensar que tu me pensaste
Gargalhando em convulsão
E almejando um tal desastre...
Rio, se tenho vontade,
Mas nem meço a quantidade
Das gargalhadas que dei
E aquilo que me faz rir
Vem sempre a coincidir
Com mil coisas que eu cá sei
Maria João
Bom dia, Poeta! Sou muito mais fácil de riso do que de lágrima, mas de maneira nenhuma ambiciono passar a vida a rir, rsrsrsrs... aqui vai o que me saiu na sequência da leitura do seu sonetilho. Peço desculpa por tratá-lo por tu - a si ou seja a quem for que venha a ler isto... - mas precisava disso para a rima e, sendo isto um sonetilho, precisa de rima, de cadência e de musicalidade.
Um abraço grande!