NOUTROS TEMPOS, NOUTRAS LINHAS

NOUTROS TEMPOS E NUMA OUTRA LINHA
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Sem tempo, nem linhas, que eu tempo não tenho
e às vezes desdenho lembrar coisas minhas,
recordo as mezinhas dos tempos de antanho
e estranho – se estranho! - revê-las vivinhas...
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Algumas, de ervinhas sem brilho, ou tamanho,
em potes de estanho, nas casas vizinhas
enchiam cozinhas e salas de banho
de um crente rebanho e de uns crapulazinhas.
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Chás disto ou daquilo, pomadas caseiras,
curavam quebreiras e usavam-se ao quilo
pró mal de mamilo, sarampos, papeiras...
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Flor de laranjeiras e outras no estilo
eram peristilo de casas inteiras...
Dormia-se em esteiras. Temia-se o asilo.
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Maria João Brito de Sousa – 12.09.2018 – 14.00h
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Soneto em verso hendecassilábico e rima encadeada que me ocorreu
após a leitura do soneto COM LINHAS DO TEMPO da autoria de MEA.
Hé hé hé
ResponderEliminarViva o fim de Semana
que eu desejo alegre tal o exposto
Beijinhos
Feliz fim-de-semana para ti, Anjo
EliminarFaz um solzinho bem simpático, por aqui
Bjinhos