SEGUNDA CARTA ABERTA A UMA MUSA INEXISTENTE

SEGUNDA CARTA ABERTA A UMA MUSA INEXISTENTE
*
O que é feito de ti? Por que partiste?
Nunca a ti te falhei; mesmo doente
Dei-te toda a atenção que me pediste
E se uma vez ou outra te fiz frente
*
Foi porque demasiado me exigiste
E, às tantas, te tornaste prepotente...
Repara que o poema em mim persiste,
Embora a tua voz lhe esteja ausente
*
E o verso seja fraco e lasso e triste
E apenas pra mostrar que não desiste
Teime em escrever-se, assim, penosamente,
*
Como quem perde a força, mas resiste,
E admite que, afinal, a musa existe,
Mesmo quando lhe chama inexistente.
*
Maria João Brito de Sousa – 26.08.2018 – 11.31h
Bom e feliz fim de Semana
ResponderEliminare às Palavras também
que aqui nos Calhaus da Serra
acordámos ao som da Fanfarra de S. Pedro
que parecia uma Guerra Hé hé hé
mas já passou
e o sol e as nuvens contrastam este dia
de Sua Graça a Geringonça Amonhezada
na desgraçada forma de impingir
e de nos mentir
com pompa , peneira e baboseira Hé hé hé
Beijinhos de aqui
Bom dia, Anjo!
EliminarPor aqui, céu encoberto e um fresquito que me obrigou a vestir o robe de
Inverno, mas S. Pedro não se dignou ainda a tocar a fanfarra, nem a mostrar-nos um sorrizinho de sol...
Beijinhos e bom fim-de-semana, daqui, do estuário vestido de sobretudo cinzento.