DE NAVEGANTE PARA NAVEGANTE

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DE NAVEGANTE PARA NAVEGANTE





*





Solidária me encolho se te acolho


não tendo senão chão sob os meus pés


e presa à inclemência das marés


só sei que enfrento a morte a cada escolho,


*





Mas posso dar-te o pouco que recolho


nesta barca sem templos, nem convés,


onde sempre escrevi quanto em mim lês,


o sal que me preserva e nunca molho.


*





Não sei que mais te ofereça, de momento;


Pousei os remos. Rói-me, a cada traço,


Éolo, adormecido a sotavento


*





Dest` ilha que navego em pleno espaço


e abordar-te não sei. Só sei que tento


dizer-te que lamento. E que te abraço.


*


 





Maria João Brito de Sousa – 31.10.2018 – 14.17h


 


 


Imagem retirada daqui


 

Comentários

  1. Beleza de navegantes
    na arte de navegar e sempre amarar

    Beijos de aqui dos Calhaus frios
    e um bom e feliz dia

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