OUTRAS NUVENS , OUTRAS TEMPESTADES

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OUTRAS NUVENS, OUTRAS TEMPESTADES


*





 


Dobro a esquina de um lapso temporário.


O espanto errava então pela cidade


E não havia bruto ou visionário


Que não previsse aquela tempestade.


*





Temeram-na o boémio, o solitário


E mesmo o aspirante à santidade


Se confessou às contas de um rosário,


Rogando abrigo, em vez de eternidade.


*





Com que cimento o medo os reunia


Na mera suspeição da ventania,


Quando uma brisa sempre os separara?


*


 





Cimentem-se vontade e lucidez


Sobre razões de idêntico jaez


Ou, desta, a tempestade sai-nos cara.


*


 





Maria João Brito de Sousa – 17.10.2018 – 16.53h


 

Comentários

  1. Nefastas consequências
    nas demências
    de alguns...

    beijinhos de aqui
    e uma sossegada noite também

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  2. “Superlativo”

    Já não penso neste mundo
    Nem no outro a seguir
    Senão num mais fecundo
    Que estes hão-de parir

    Com um recorte profundo
    Onde se possa fazer sentir
    Em cada nanossegundo
    Enorme força a emergir

    Inda além do conhecimento
    De qualquer estádio actual
    No processo evolutivo

    Dotados de pensamento
    Evoluiremos de animal
    Até um ser superlativo.

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    Respostas
    1. Pra Chegar à Perfeição...

      "Até um ser superlativo",
      Mas que Homem também será
      E, apesar do adjectivo,
      Animal continuará,

      Continuando a estar activo
      O genoma que trará...
      O resto é mero aditivo,
      Mostra do que então fará.

      Dotados de pensamento,
      Fizémos do instrumento
      Base dessa evolução

      E só nos falta admitir
      Que há muito por construir
      Pra chegar à perfeição.


      Maria João


      Bom dia, Poeta. Cá vai o que me ocorreu durante a leitura do seu sonetilho. Abraço grande!

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