PREENCHENDO TEMPO(S) DE ESPERA

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PREENCHENDO TEMPO(S) DE ESPERA


*





Eu gosto das cidades que adormecem


e se espreguiçam quando, ao sol nascente,


libertas dos cansaços que entorpecem


transformam as manhãs num mar de gente,


*





Gente pulsante em ruas que se oferecem


aos passos de quem chega, aos residentes


e às lendas urbanas que alguns tecem


no tear das questões mais transcendentes...


*





Mas não sou de cidade, nem de aldeia,


brotei à beira-mar, berço de areia


de sábios e de ignaros, por igual.


*





Aqui, onde me sei, não sou sereia,


mas guia-me a maré quando bem cheia


e quase inteira sou de água com sal.





*





Maria João Brito de Sousa – 23.10.2018 – 15.35h


*








No HSFX, aguardando a consulta de Ortopedia/Trauma


 

Comentários

  1. "Mentes iluminadas"

    As cabeças andam ôcas
    As mentes empanturradas
    As orelhas estão moucas
    Há discursos às carradas

    Sobejam só umas poucas
    Que são muito iluminadas
    Pois as outras estão loucas
    Prontas a serem enganadas

    Neste tempo de eleições
    Está pronto o orçamento
    Para convencer o indeciso

    Vai o povo aos trambolhões
    E no seu convencimento
    Pensa que ganhou juízo.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Mentes Remodeladas

      "Pensa que ganhou juízo",
      Mas perdeu quanto já tinha
      Confundindo o paraíso
      Com a dor que se avizinha,

      Pois, no fundo, o que é preciso
      É fazer qualquer coisinha
      Pra tornar justo e conciso
      O rumo que se adivinha.

      Andam, as mentes, cansadas,
      Mas nem sempre resignadas
      E nem sempre tão vazias

      Que possam ser "mobiladas"
      Por versões mais moderadas
      Das costumeiras razias

      Maria João

      Bom dia, Poeta! Cá vai, depois de interrompido por um grato telefonema, o que me ocorreu depois de ler o seu sonetilho. Forte abraço.

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  2. Ribeirinha
    e de boas vistas pró Tejo

    Beijinhos e um bom e feliz dia soalheiro
    que tenho até a Lua por cá

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    Respostas
    1. Bom dia, Anjo!

      Tens razão; nasci ribeirinha e ribeirinha serei até morrer.

      Beijinhos

      Eliminar
  3. Gostei de ler.

    A foto é linda. A alegria da menininha, é contagiante e me touxe à memória a minha infância, quando eu, minha irmã e irmão nos banhávamos no rio Coina assim despidos de tudo, menos da alegria.
    Abraço.
    Maria João, amanhã vou para um passeio de estudo. Devo chegar tarde e cansada pelo que não farei visitas.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. trouxe, à memória. Era o que queria ter escrito.
      Abraço

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    2. Obrigada, Elvira :)

      A menina sou eu mesma, há um pouco mais de sessenta anos :)

      Bom passeio, amiga.

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    3. ... não se preocupe, Elvira. Nota-se bem que é um erro tipográfico, entendi perfeitamente :)

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