PREVISÃO DE TEMPORAL

PREVISÃO DE TEMPORAL
*
Voam pelo espaço raminhos de flores
De todas as cores. De tabaco, um maço
Que em fumo desfaço, ou cinza e vapores,
Minorando as dores do dente e do braço.
*
Enxoto o cansaço, que há dias piores
E, outros, melhores. Depende... Se os caço
E os prendo no laço, mais aos seus sabores
Quentes, sedutores... são sopa e melaço!
*
Que grande embaraço promete, senhores,
Um dia sem cores num céu fusco e baço
Que vem, passo a passo, escondendo rubores,
*
Lançar-se em furores sobre este meu espaço...
Já tremo - e sou de aço -, já suo suores
Que casa sem estores sofre um bom pedaço.
*
Maria João Brito de Sousa – 10.10.2018 – 18.10h
*
(Soneto em verso hendecassilábico com rima encadeada)
Tá frio já
ResponderEliminare o arrepio é norma por cá
tudo fechado
mesmo assim arrepiado...
Noite agasalhada desejo eu
xoxo de aqui
O céu está de chumbo, por aqui, Anjo.
EliminarSerena noite para ti.
Beijinho do Estuário de ondas encrespadas
Gostei de ler.
ResponderEliminarUma boa e serena noite, amiga.
Abraço
Obrigada, Elvira.
EliminarDesculpe-me o atraso na resposta, mas adormeci muito cedo, ontem.
Abraço
“Faraónico”
ResponderEliminar“E ir desta pra melhor”
Só se fôr como um faraó
Navegando em barca maior
Carregada de ouro em pó
Preparado para o pior
E de mim não tenham dó
Parto com tod’o explendor
Na viagem não vou só
Levo a minha criadagem
E as concubinas também
Garanto que é a passagem
Para o reino mais além
Prestem aqui a homenagem
Que lá vou ter umas cem.
Prof Eta
Eheheh...
EliminarO Preço da Viagem
"Que lá vou ter umas cem",
Ou duzentas, pr`aturar,
Porque à mulher não convém
Certa assistência faltar...
Ó Faraó, veja bem
O horror que vai passar;
Quanto filho e quanta mãe
Não terá de sustentar?
Mesmo com a criadagem,
Sai-lhe cara, essa viagem
Que já dá por garantida.
Pode ser que se arrependa
Mal pague a primeira renda
Que irá impor-lhe essa vida...
Maria João
Bom dia, Poeta. Cá vai, com o abraço de todos os dias.
“Em Marte”
ResponderEliminar“Que irá impor-lhe essa vida...”
Muito além da Taprobana
Ainda não está esclarecida
Limitação p’rá vida humana
Nem tão pouco definida
Se a origem é marciana
Por isso a nova corrida
Que Marte não nos engana
Chegados ao planeta carmim
E virando logo à direita
Por certo veremos a luz
E se acaso não fôr assim
Há um marciano à espreita
Que à verdade nos conduz.
Prof Eta
EliminarEm Qualquer Ponto do Universo
"Que à verdade nos conduz"?
Isso não... e, no entanto,
Poderá trazer-nos luz
Sobre a vida e seu encanto
Que, em verdade, me seduz...
Talvez isto cause espanto,
Mas conhecer mais traduz
Um sonho que eu acalanto...
Se houver vida primitiva,
Não terá sido exclusiva
Deste terceiro planeta
Contando a partir do Sol...
Bactérias, com sua prole,
Também são vida, Poeta!
Maria João
Aqui vai, Poeta, com outro forte abraço.
“Boa onda”
ResponderEliminar“Também são vida, Poeta!”
Também é vida a poesia
Triste de quem não detecta
Essa ou outra qualquer via
Que para a vida acarreta
Um estado de sintonia
Com tudo o que emana
Boa onda dia a dia
Seja a onda herteziana
Seja a onda gravitacional
Qualquer onda com fulgor
Não há onda leviana
Não há onda intencional
Sim à onda do amor.
Prof Eta
A Melhor de Todas as Ondas
Eliminar"Sim à onda do amor",
Mas que lúcido amor seja,
Não vá transformar-se em dor
Tudo quanto amor eleja
Pois quando cego de ardor,
Bem certo é que nem preveja,
Da vileza, o tal rancor,
E, da ganância, a inveja.
Se der as mãos à razão
E escutar os seus conselhos,
Cumprirá sua missão
Sem prostrar-se, de joelhos,
Na profunda adoração
Do brilho que vem de espelhos.
Maria João
Cá vai outro, Poeta! Abraço grande!
“Encandeados”
ResponderEliminar“Do brilho que vem de espelhos”
Devemos sempre desconfiar
Pois alguns podem estar velhos
Ou existir p’ra nos enganar
De outros saltam coelhos
Engalanados e a discursar
Outros reproduzem conselhos
Que bem podemos dispensar
Mas o brilho a alguns ofusca
Bem como o seu tilintar
Que os ilude na passada
Pois quem o brilho busca
Por norma deixa-se encandear
E depois não vê a estrada.
Prof Eta
Dorida, Dorida...
Eliminar"E depois não vê a estrada"
Porque está quase a dormir
E até tomba, se embalada
Por qualquer canção que ouvir.
Outras vezes, de cansada
Hesita em se repetir
Pois não estando inda deitada,
Já Morfeu começa a agir.
Assim caiu da cadeira
Partindo a costela inteira
Esta, com a qual desgarra
E que se vai deitar cedo
Porque a Morfeu ganhou medo
Qual formiga e não cigarra.
Maria João
Cá vai, Poeta, com outro abraço grande
Gostei de ler, é sempre uma boa surpresa! =)
ResponderEliminarBeijinhos
:) Beijinhos, Chic`Ana. Muito obrigada.
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