À REVELIA DA MUSA...

À REVELIA DA MUSA
*
Se um verso meu veicula o que abomino,
ou não se expressa muito claramente,
nunca o que escrevo será transparente
no contexto do texto a que o confino.
*
Não se adequa aquilo a que o destino,
enquanto verso, é pouco eficiente
e pode parecer-vos imprudente
gesto insolente, ou simples desatino...
*
Peço desculpa. Escrevo à revelia
da velha musa, ausente em parte incerta;
Tudo quanto deixou foi rebeldia
*
E a fresta da janela, entreaberta,
por onde se escapou toda a poesia
que quis segui-la, mal se viu liberta.
*
Maria João Brito de Sousa – 03.11.2018 – 16.06h
Imagem retirada daqui
Nem sempre a inspiração acompanha o nosso desejo, nem sempre a musa está presente..Esse será sempre o temor de quem escreve.
ResponderEliminarAbraço e bom fim de semana.
Obrigada, Elvira :)
EliminarNão tenho grande temor em relação a essas pontuais ausências da musa porque as sei de cor desde a minha primeira infância e sei bem quão necessárias são, no caso da poesia, Elvira.
Posso ficar um pouco triste, caso essas ausências se prolonguem muito, mas todos os poetas com quem cresci sabiam bem que elas estavam para o poeta e para o poema como os tempos de pousio estão para a terra e para o fruto/cereal cultivado.
Abraço e um bom fim-de-semana também para si.
Bom e feliz Domingo
ResponderEliminarBom feliz Domingo, também para ti, Anjo
EliminarFELIZ ANIVERSÁRIO!!! Muitos Parabéns! Mereces tudo de bom: saúde; amor e que continues a cantar. Sempre.
EliminarO anónimo anterior é a tua amiga Luísa Monteiro. Beijinhos. DIA FELIZ!
EliminarMuito obrigada!
EliminarForte abraço!
Sou mesmo nabiça. Não consigo sair do anonimato, mas sou a Luísa.
EliminarAhhhh! Um grande abraço, Luísa!
EliminarCantarei sempre. Sabes bem que o farei.
Rsrsrsrsrs... deves ter por aí uma opção de identificação, mas não te preocupes
EliminarJá percebi que és tu