DA EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM E DA ESCRITA

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DA EVOLUÇÃO DA LINGUAGEM E DA ESCRITA


*





Mais, muito mais que pr`alindar poemas,


Serve ao humano a interpretação


Da escrita em sua eterna evolução


Nos diversos gradientes dos seus temas.


*





É certo que nos traz alguns problemas


A não literalidade, a sugestão


Dos humanos anseios, da paixão


E até de outras questões menos extremas.


*





Ah, não tivesse a escrita evoluído


Passando a mais complexa e bem mais rica,


Que sonhos haveríamos perdido?


*





Quão mais complexa, quão melhor se explica


A escrita que por vezes eu pratico


E que a cada todos nos serve e gratifica.


*








Maria João Brito de Sousa – 25.11.2018 – 14.16h







Comentários

  1. “Mundo contrafeito”

    “A noção do que é verdade”
    Lá nos confins se perdeu
    Distorcendo a realidade
    Que à mentira se submeteu

    Espelho meu, não é vaidade
    Há alguém mais belo que eu
    Mentir é a tua actividade
    Que a verdade adoeceu

    A par com a felicidade
    E num mundo contrafeito
    Mentira tem mais sabor

    Não destapa a insanidade
    Nem todo o mal ora feito
    Nem revela a nossa dôr.

    Prof Eta

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    1. Erros de Paralaxe e Outras Distorções

      "Nem revela a nossa dor"
      Neste mundo contrafeito,
      A mentira sem pudor
      Que agora dá muito jeito

      A quem saiba dar valor
      À confusão do sujeito
      Que vê em seu derredor
      Um largo por cada estreito,

      Um monte onde haja um abismo,
      Porto seguro onde um sismo
      Fez tremer a terra inteira,

      Saldos, se houver carestia,
      Noite escura, se de dia,
      E cravos numa roseira...


      Maria João


      Segue outro, Poeta!

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  2. “Profeta procura-se”

    “Numa caverna obsoleta...”
    E sem ar condicionado
    Viveu um dia um profeta
    Pla profecia ultrapassado

    E a humanidade inquieta
    Fez saber por tod’o lado
    Que de profecias repleta
    Teria o futuro desejado

    E novos profetas criou
    Nesse futuro prometido
    Pra sua inteira satisfação

    Mas de novo se inquietou
    Viu cada profeta engolido
    Pla sua enorme ambição.

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    1. O Reaparecimento do Profeta

      "Pla sua enorme ambição",
      Conforme agora aqui leio,
      Viveu alguém que era são,
      Profeta, segundo creio,

      Que vivia em solidão,
      Não conhecendo o seu meio...
      Caindo em contradição
      Logo a morte sobreveio,

      Ficou, porém, a semente,
      Depressa ganhou raiz
      E houve mesmo muita gente

      Que, imitando esse infeliz,
      Também ficou dependente
      De futurar como quis.

      Maria João


      Aqui vai, Poeta! Outro abraço!

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  3. “Licor de aniz”

    “E cravos numa roseira...”
    Os espinhos ninguém quis
    E romãs numa amoreira
    Lá prós lados de Avis

    Avistei a terra inteira
    Da ponta do meu nariz
    Do Algarve até à Beira
    De Cascais até Paris

    Tudo mais que se queira
    Mas que agora não se diz
    Pra não lançar confusão

    Vi tudo à minha maneira
    Bebi tanto licor de aniz
    Que se me turva a visão.

    Prof Eta

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    1. Laranjada

      "Que se me turva a visão"
      Porque estou quase a dormir,
      Morfeu já me tem na mão,
      Mal consigo resistir.

      Cataratas também são
      Motivo pra desistir;
      Não aposto na visão
      E a consulta tarda a vir.

      Quanto ao tal licor de aniz,
      Confesso, não gosto nada,
      E a vida não me desdiz.

      Penso nele, fico enjoada...
      Nunca o bebo, nunca o quis,
      Prefiro uma laranjada. (rsrsrs)

      Maria João


      Hoje já mal vejo, Poeta Abraço grande.


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  4. “Correr o tempo”

    “De futurar como quis”
    Com a melhor intenção
    Mas só o futuro o diz
    Se futurou bem ou não

    Que o agora não prediz
    E o passado também não
    E enquanto não decidis
    Vai faltando a decisão

    Mas o futuro não aguarda
    Corre à frente do presente
    Sem nunca ser alcançado

    O passado fica em guarda
    Guarda memórias da gente
    À espera de ser recordado.

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    1. Eu, Morfeu, o Profeta e o Peixe sem Escama

      "À espera de ser recordado",
      Fica Morfeu, que me chama
      E já me empurra zangado
      Para o sossêgo da cama.

      Agora, contrariado,
      Faz má cara e já reclama
      Um soninho descansado
      Ao lado da sua dama.

      Quanto ao profeta, coitado,
      Já vestiu o seu pijama
      E adormeceu descuidado

      Sobre aquilo que proclama;
      Neste tempo acelerado,
      Nem no peixe pára a escama...

      Maria João

      Cá vai, mesmo quase sem ver as letras das teclas. Abraço!!!

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  5. E muito bem
    este nosso eterno imaginativo
    face ao desprezo do tempo
    em que lhe damos cartão vermelho e apito hé hé hé hé

    Beijinhos e um feliz dia com alegria

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    1. Rsrsrsrsrs... agora fizeste-me imaginar que os nossos melhores momentos são golos na baliza do tempo...

      Beijinhos e boa semana, Anjo!

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