FINALMENTE UM SONETO DE NATAL!

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FINALMENTE UM SONETO DE NATAL!





(2018)





Finalmente um soneto de Natal


Escrito segundo as normas, bem festivo,


Embrulhado em papel vermelho-vivo,


Vistoso, espampanante, ornamental,


*





Ou na sua vertente social,


Citando o pobre enquanto indicativo


De altíssima virtude, se cativo


Dos maus tratos do grande capital.


*





Finalmente um Natal do qual se espera


Uma festa, um renovo, a Primavera


Da paz no mundo que o homem quiser!


*





Porém, que pode um homem quando só


Conseguir suscitar-vos pena e dó


Depois de dar-vos mais que o que trouxer?


*








Maria João Brito de Sousa – 16.12.2018 - 11.29h


 


Imagem retirada daqui







Comentários

  1. “Actualizações”

    Este foi o derradeiro
    De muitos que hão-de vir
    Segue-se por fim o primeiro
    Que ainda está por decidir

    Será um momento inteiro
    Se chorar não é pra rir
    Depois segundo e terceiro
    Surgem sempre a seguir

    Nesta vida baralhada
    Já não lembro de mim
    Na actual configuração

    Memória reconfigurada
    Quantos estarão assim
    A sofrer uma actualização.

    Prof Eta

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    1. Em Actualização

      "A sofrer uma actualização"
      Daquelas muito completas,
      Que provocam confusão,
      Sobretudo aos sinestetas,

      Estou eu também, pois então!
      Só passarão bons atletas;
      Nada a ver com natação,
      Tudo a ver com "tiro às letras".

      Eu, de mim, se bem me lembro,
      Guardo um quatro de Novembro
      E um percurso acidentado,

      Mas depois desta "limpeza",
      Não posso ter a certeza
      De guardar nenhum bocado...

      Maria João

      Olá, Poeta! Forte abraço!

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  2. “Dias em fumo”

    “De guardar nenhum bocado...”
    Nem sequer um bocadinho
    Pois sinto-me tão tocado
    Não acerto no caminho

    É a ouro debruado
    Em fusão neste cadinho
    Que em frente vai de lado
    Que de lado vai sozinho

    Já não sei pra onde ia
    Já não sei sequer se vou
    Indeciso pr’aqui estou

    Leve um ano ou um dia
    Esse dia não chegou
    E o ano já se esfumou.

    Prof Eta

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    Respostas
    1. Já mal vejo... mas vamos a isto!

      Tudo, Menos Prosa


      "E o ano já se esfumou",
      Mas de mim, por cada dia,
      Um poema assinalou
      Todo o tempo que eu previa

      E, assim, confesso que estou
      Mais leve que o que estaria
      Se, no ano que passou,
      Cedesse à melancolia...

      Com bengala e passo a passo,
      Só faço o pouco que faço
      Porque sou muito teimosa

      E mais gralha, menos gralha,
      Nem um versinho me falha;
      Tudo escrevo... menos prosa!

      Maria João


      Aqui vai com outro abraço grande, Poeta!

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  3. Vou usar teu poema
    numa data
    mais próxima do tema

    Hoje, me assino

    Desenhador de Sonhos (https://www.facebook.com/Desenhando-Sonhos-262861184061714/?epa=SEARCH_BOX)

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Usa-os sempre que entenderes , Desenhador de Sonhos.

      Hoje, também Desenhadora de Sonhos me assino.

      Eliminar
  4. Estigmas sociais desiguais
    em cada volta do silencio
    destes nossos propagandistas
    e sempre iguais...

    Beijinhos e um bom e feliz dia MJ

    ResponderEliminar
  5. Gostei de ler Maria João.
    Tenho pena de não comentar com um poema, mas não sou nem nunca fui poetisa. Às vezes escrevo um amontoado de versos, mas chamar aquilo poesia, não me atrevo. Fico-me pela prosa, desculpe.
    Abraço e uma boa semana

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    1. Obrigada, Elvira.

      Mais uma vez lhe digo que gostei dos poemas de sua autoria que pude ler; em nada a envergonham, pode ter a certeza.
      Não tem por que desculpar-se, amiga. Cada qual comenta como muito bem entende

      Abraço e uma excelente semana, esperando que esse incómodo nevoeiro se dissipe rapidamente.

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