GODIVA

GODIVA
*
Subiu prá montada, sem estribo, nem sela,
Que o cavalo e ela não vestiam nada
E estando gelada, cobriu-se a donzela
C`o cabelo dela, ficando tapada.
*
Lá vai desnudada, ela que, de bela,
Mais parece estrela cumprindo, calada,
Nua e despojada, promessa singela
Ao esposo que, a ela, a quis ver testada.
*
Reza a velha lenda que essa nobre altiva,
Achando excessiva pra seu povo, a renda,
Prometeu, de prenda, mostrar-se passiva;
*
Das vestes se priva, segundo encomenda,
Pra que outrem suspenda tal taxa abusiva...
A essa contenda, venceu-a Godiva!
*
Maria João Brito de Sousa – 17.12.2018 – 19.02h
Segundo a lenda lady Godiva era uma mulher de fibra. Gostei de ler o poema.
ResponderEliminarAbraço e uma boa semana
Obrigada, Elvira.
EliminarEsta era uma daquelas que podem quebrar, mas não torcem :)
Abraço e uma excelente semana para si.
Hé hé hé
ResponderEliminarque até imaginei
que tinham retirado o dito
do cavalo e apostar no que visualizei hé hé hé hé
prós lados do Ministérios
De alegria em dia a excelência do Poema hé hé hé
Beijinhos e uma bela e feliz noite
Esta Godiva era das Inglaterras e viveu lá pelo séc. segundo D.C., mas era mulher das rijas, Anjo.
EliminarBeijinhos e uma feliz noite para ti
“Moínhos não”
ResponderEliminarNem no melhor pesadelo
Vislumbrei algo assim
Tinha manta com pelo
Belos lençois de setim
O dia amanhecia belo
Arauto tocava o clarim
Anunciava no castelo
Pesadelo seria pra mim
Aproximava-se o dragão
Dos cuspidos fumegantes
Prestes a destruir o sonho
Não acordei desde então
Enfrento dragões ofegantes
E aos moínhos não me oponho.
Prof Eta
PESADELOS & INDISGESTÕES
Eliminar*
"E aos moinhos não me oponho",
Que nunca ouvi, dos dragões,
O tal rugido medonho,
Nem vi chamas, nem clarões...
Foi pesadelo e não sonho,
O que lhe trouxe aflições...
Assim sendo, o que proponho
É que evite, aos seus serões,
Petiscos muito indigestos
Que trarão sonhos funestos
Assim que ceda a Morfeu.
Antes coma uma torrada,
Beba um chazinho e mais nada,
Que isto recomendo eu.
Maria João
Aqui vai a primeira maluqueira que me ocorreu, Poeta! Outro abraço grane!
“Estradas universais”
ResponderEliminarVida em mim não manda
E a morte também não
Porque a minha alma anda
Nas asas de um furacão
O cérebro em debanda
Já não sente o coração
Horizonte numa ciranda
Não vislumbra a solução
Prá vida foi encontrada
Receita num entreposto
Nos confins do universo
Falta construir a estrada
Que nos levará ao suposto
Pote de ouro, neste verso.
O NATAL DO SONETO
Eliminar"Pote de ouro, neste verso",
Designa a chave final
Deste pequenino berço
De formato universal
E, exaltando, é controverso,
Desde o seu próprio natal
Que surge ao segundo terço
Com sentido e musical.
É bem sereno, contudo,
Desde que não fique mudo
E se expresse livremente
Num formulário perfeito,
O Soneto, o grande eleito
De quem, ao escrevê-lo, o sente.
Maria João
Bom dia, Poeta! Desculpe-me o atraso, mas a minha caixa de correio parece ter acordado com os pés de fora...
Abraço grande!