A CAÇADA DO PARDELHO

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A CAÇADA DO PARDELHO


*





Castanho, vermelho e branco bem vivo,


Sobre um ramo altivo, quer jovem, quer velho,


Eu vos aconselho, por não ser nocivo


E ser instrutivo sem dar destrambelho,


*





A ver o pardelho livre e não cativo,


Alerta e furtivo do bico ao joelho;


Não se olha no espelho nem fica, lascivo


E contemplativo, sem meter bedelho


*





Naquilo que mira. Muito concentrado,


Bocado a bocado, observa o que gira,


Estremece ou respira, se for cobiçado


*





Bichoco anelado que cace e que ingira...


Porém do que o fira e o deixe magoado,


O desconfiado, logo se retira.


*








Maria João Brito de Sousa – 03.01.2019 – 15.29h





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Comentários

  1. Passarada é assim mesmo
    mas se caiem na caçoila
    ficam que nem um torresmo hé hé hé

    Um bom e feliz dia em alegria

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Neste soneto, quem caça é o pardelho que bate a asa assim que alguém se aproxima, Anjo.

      Feliz e ensolarado dia para ti, embora esteja um friozinho de bater o dente

      Beijinhos

      Eliminar
  2. “Sejamos então”

    Ser ou não ser
    É possível
    Ser e não ser
    Ninguém é.

    Zé da Ponte

    ResponderEliminar

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