AQUELE TEU VERSO PERDIDO
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AQUELE TEU VERSO PERDIDO
*
Àquele verso que se te escapou
Enquanto passeavas na cidade,
Julgo ter sido eu quem o achou
No chão caído e morto de saudade
*
Desse poema que nem começou
Por culpa sua, ainda que a vontade
Lhe pedisse uma urgência que calou
Porque perdera a oportunidade.
*
Quis devolver-to mas, fragilizado,
Dissolveu-se inteirinho ao ser tocado
Embora eu lhe tocasse tão de leve,
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Que simulavam seda, estes meus dedos;
Versos perdidos, tal como os segredos,
Estão condenados a ter vida breve.
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Maria João Brito de Sousa
21.01.2019 – 14.12h
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Ao soneto “Aquele Verso”, de Joaquim Sustelo.
Versos perdidos poderão ter vida breve, mas o poeta logo os substituirá por outros quiçá mais belos.
ResponderEliminarE como vai essa saúde? Eu estou bastante melhor embora ainda tenha tosse, mas os ataque são muito mais espaçados.
Abraço e uma boa semana
Muito obrigada pelas suas palavras, Elvira.
EliminarEsta infecção respiratória está muito, mas mesmo muito difícil de debelar. A tosse melhorou muito ligeiramente, mas a dor no peito continua muito intensa e, hoje, até me obrigou a ir à cama depois do almoço, coisa que não faço senão quando já me sinto totalmente incapaz de manter-me sentada, o que, ao longo de toda a minha vida, se deve poder contar pelos dedos das mãos.
Forte abraço e uma boa semana para si, amiga.
Lindo de palavras
ResponderEliminarem todos os sentidos apreciadas
Boa e feliz noite sossegada
beijinhos que ainda tou meio aluados
Obrigada, Anjo.
EliminarFeliz e aconchegada noite para ti.
Bjinhos