AS SAGAS QUE HOJE FICAM POR CONTAR...

AS SAGAS QUE HOJE FICAM POR CONTAR
*
Nem um vagido ouvi, mas é bem certo
Que o pequeno ano novo já nasceu
Do ano velho que então faleceu
Na agenda deste nosso desconcerto.
*
Não teve berço, já nasceu liberto
E a nossa fantasia o concebeu
Na fluidez de um tempo-gineceu
Que, por segundos, nos passou tão perto...
*
E nesta alegoria os dias crescem
Um pouco a cada dia que passar,
Pisando as noites os degraus que descem,
*
Embora ainda muito devagar;
Mais luz, mais luz! Cascatas que florescem
De sagas que hoje ficam por contar.
*
Maria João Brito de Sousa – 01.01.2019 – 19.40h
Imagem retirada daqui
“Porco vaidoso”
ResponderEliminarJá morreu o ano velho
Mas continua semelhante
Este nasceu sem trambelho
Com vaidade no semblante
Não sai da frente do espelho
Por se julgar tão elegante
Só pensa em dar conselho
Mas não passa de farsante
Vou viver este ano novo
Pois não posso voltar atrás
Mas tanta presunção ignorar
Não sou eu que te promovo
Penso que mais um ano serás
Em breve 2020 te virá matar.
Prof Eta
CICLO
Eliminar"Em breve 2020 te virá matar",
Ó ano recém-nascido
Que vens pra continuar
O qu`inda não foi vivido,
Cabe-te agora aguardar
Pelo que é mais que sabido;
Doze meses vão passar,
Depois serás despedido.
Somo um ano, um ano tiro
Aos que tenho pra viver
E assim que isto refiro,
Não fico toda a tremer
Pois depressa disto infiro;
Todos temos que morrer...
Maria João
Bom dia, Poeta
Não se zangue com o ano que está completamente inocente de tudo o que dele viermos a fazer...
Abraço grande!
E assim saltamos de Ano em Ano
ResponderEliminarnas canseiras e alegrias
será o Fado dos nossos dias
Beijinhos e sorriso bonito alegre
E há lá outra forma de se viver, Anjo?
EliminarBeijinhos e um feliz segundo de Janeiro para ti!
Beijinhos
“Por feitos tais”
ResponderEliminar“Todos temos que morrer...”
Com excepção dos imortais
Aqui vão permanecer
Por força de feitos tais
Transcendem linhas do ser
São desiguais entre iguais
Às vezes sem perceber
A força dos seus sinais
Outros imortalizados
Por força das ocasiões
A exigir branqueamento
São generais e não soldados
Esses morrem aos milhões
Nem disfrutam o momento.
Prof Eta
Por Feitos Havidos
Eliminar"Nem desfrutam o momento"
Porque imortais só serão
Nos feitos de um pensamento
Que saiu do seu padrão
E que se ergue,em monumento,
A lembrar que nada é vão,
Pois perdura o sentimento
Que incita a tenaz razão...
No entanto, não esqueçais,
Que a haver guerra em vez de paz,
Por entre choros e ais
Há quem seja bem capaz
De derrubar generais,
Erguendo um irmão que jaz...
Maria João
Cá vai com outro abraço grande, Poeta!