ORA PAPOILA, ORA FRAGA II

ORA PAPOILA, ORA FRAGA.jpg


ORA PAPOILA, ORA FRAGA II


*





Não me levem as asas. Pouco ou nada


Me vai restando do que em tempos tive


E nem a rocha bruta sobrevive


Caso em cascalho seja transformada


*





Se progressivamente triturada


Até que recidive e recidive


Na total frustração que a prenda e prive


De ser flor, sendo rocha assoreada.


*





Devo-me à vida até que a morte chegue


E, antes que soe a hora da partida,


À vida entrego o que me foi entregue


*





Multiplicada, se diminuída,


Entre o que me esclareça, o que me cegue


E aquilo que colhi, sendo colhida.


*








Maria João Brito de Sousa – 26.01.2019 – 12.33h


 


 


 


Imagem retirada daqui

Comentários

  1. Elegia sentida
    que no regaço do tempo
    seremos sempre elemento

    Bela e feliz noite aconchegada
    beijinhos de aqui

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    Respostas
    1. Obrigada, Anjo

      Noite aconchegada que se por aqui faz frio, nem imagino o frio que por aí fará

      Bjinhos

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  2. gostei de ler.
    Espero que esteja melhor amiga.
    Abraço e uma boa semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ainda continuo completamente entupida, amiga.

      Abraço e muito obrigada pelo seu cuidado

      Eliminar

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