SE A NAVALHA NOS FALHA, OSCILA E CAI...
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SE A NAVALHA NOS FALHA, OSCILA E CAI...
*
Se, no fio da navalha caminhando,
A navalha nos falha, oscila e cai,
Tudo estremece, tudo se nos vai
E sem asas, nem chão vamos ficando...
*
A que nos agarramos se, cortando,
Até o gume nos desmente e trai
O tanto que nos nega e que subtrai
Ao pouco que antes fomos avançando?
*
A própria musa, desasada fica,
A corda, retesada, já não estica
E os versos, um a um, caem também
*
Dessa pauta invisível que os prendia
Ao fio duma navalha que os servia
E que nunca mais serve a mais ninguém.
*
Maria João Brito de Sousa
11.01.2019 – 12.16h
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Imagem retirada daqui
Verdade verdadinha
ResponderEliminarque cair é fácil
levantar
é que nem com uma caipirinha
ou bengalinha hé hé hé
Alegria em dia
beijinhos
que a noite está muito fria
Obrigada, Anjo.
EliminarEstá um frio de rachar cântaros e eu, mesmo sem sair de casa, apanhei uma bela gripalhada...
Noite sossegada para ti
Beijinhos
Janica linda, desejo-te rápidas e boas melhoras.
ResponderEliminarQuero-te firme e hirta!
Luísa
Firme, sempre, mas... hirta? Isso é impossível de todo, com esta coluna empenada que tenho...
EliminarA verdade é que coisas bem diferentes, mas não menos imperiosas, me vieram (re)tirar o fio da navalha de sob os pés.
Espero que estejas bem
Um poema muito amargo, amiga.
ResponderEliminarCuide-se que as gripes não são para deixar andar. Eu com uma constipação apenas, tenho uma tosse desgraçada, e há quatro noites que durmo sentada no sofá.
Abraço e as melhoras.
Ainda não cheguei ao ponto de ter de dormir sentada, Elvira, mas também espirro e tusso como se não houvesse amanhã...
EliminarObrigada pelo seu cuidado, as melhoras e um abraço