TEMPO HUMANIZADO
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TEMPO HUMANIZADO
*
Dois velhos, tão velhos que o Tempo os media
Por noite e por dia, pedindo conselhos
Que espelhos e espelhos, tão só espelhos via
Se os surpreendia, doridos de artelhos,
*
Cobrindo os joelhos na tarde mais fria,
Que o frio que sentia era o frio desses velhos
E os mesmos joelhos cansados trazia
O Tempo que ouvia, dos homens, conselhos.
*
Ah, Tempo irmanado com quem te resiste,
Ser velho é tão triste... ou estarás errado
Ao ver-te espelhado em quem nunca viste?
*
Aquilo que existe de certo e provado
No texto inventado em que a Musa me assiste,
É que me sorriste, Tempo humanizado.
*
Maria João Brito de Sousa – 24.01.2019 – 07.00h
Imagem retirada daqui
Ser velho é sempre triste. Como dizia a avó Piedade, Os princípios são sempre lindos, cheios de sorrisos e felicidade. Os fins são cobertos de lágrimas, saudade e muitas vezes solidão.
ResponderEliminarAbraço amigo.
Assim é, as mais das vezes, Elvira, embora haja sempre forma de minorar a tristeza e a dor dos últimos tempos de vida.
EliminarObrigada e um abraço.
Belo texto
ResponderEliminarna harmonia certeira de quem
do verbo ser existe também
Boa e feliz tarde de Sol
e beijinhos de aqui
Obrigada, Anjo.
EliminarBom restinho de tarde de sol também para ti.
Bjinhos
Minha Alma veio dizer-me
ResponderEliminarcoisa próxima do teu poema
Meu Contrário segredou-me
«não ligues, não vale a pena
se tens rugas no rosto
orgulha-te, eu gosto»
Rugas, tenho muito poucas, nem eu sei porquê, mas já tenho os cabelos da cor da lua que vejo desfocada. E não me importo.
EliminarImportam-me, no entanto, a disfuncionalidade e a dependência física, mas não me sobra tempo para me preocupar comigo mesma porque opto sempre por aprender e criar, criar e aprender sucessivamente, até ao dia em que o meu coração deixar de pulsar. Uma e outra coisa são inseparáveis, para mim.
Raramente sei por onde anda o meu Contrário e penso que tenho uma Musa por alma :)
Abraço, Rogério