BLOG SUSPENSO, ABERTO A LEITURA

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Por motivo de doença grave e prolongada da autora, este blog encontra-se temporariamente (?) suspenso, ainda que aberto a leitura.


 


Seja muito bem-vindo/a a estes onze anos de profunda paixão pelo soneto.

Comentários

  1. Querida Maria João.
    Desejo do fundo do coração que consiga vencer a doença e que, em breve, nos possa gratificar com os seus belos Sonetos.
    Entretanto virei até cá mitigar a saudade.
    Um beijinho com carinho e amizade.

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    1. Janita, peço desculpa mas a minha saúde parece estar a desmoronar-se como um baralho de cartas.
      Desde 28 de Janeiro que não tenho um momento de descanso: enfarte, ruptura da coronária, pielonefrite, gripe A, pneumonia bacteriana e, agora, desde sexta-feira, uma gravíssima oclusão intestinal. Mal escrevo - e a custo...- duas frases seguidas que ainda façam sentido

      Obrigada pelo carinho e amizade.

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  2. No desejo de Melhoras
    mas das boas
    um bom dia de aqui dos Calhaus da Serra

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    1. Agradeço-te, Anjo, embora continue bastante dorida e muito diminuída a vários níveis.

      Um bom dia para ti.

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  3. Caríssima Maria João, só hoje li isto e fiquei deveras sensibilizado.
    São efectivamente problemas vários, algo complicados, mas nada que a sua coragem e, quiçá, amor pela vida, a não deixarão soçobrar. Se puder ajudar com alguma opinião médica à distância (sabe que sou internista/oncologista) esteja à vontade e poder-me-á contactar pelo telemóvel 964250221. Se souber responder, fá-lo-ei, com todo o prazer.
    Continuarei a visitar, sempre que possível, este seu belíssimo sonetário, e espero vê-la, em breve, voltar a fazer o que tanto gosta. Um beijo de amizade e coragem.

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    1. Fico-lhe muitíssimo grata, caríssimo Batista Oliveira.

      De momento, dificilmente me vou reconhecendo neste aparentemente infindo amontoado de mazelas e crescentes dependências físicas.

      Tenho muita dificuldade tanto em ler quanto em escrever e não consigo gostar de viver assim, tão diminuída, tão diferente daquilo que sempre fui, tão distante de tudo o que me prendia à vida.

      Não sei da minha garra, nem sei da minha consciente rebeldia. Perdi a minha jangada de poeta e não consigo reencontrar-me nos restos do naufrágio. No entanto, como todo o destroço biológico que ainda respira, faço por sobreviver. É estranho, quase paradoxal, mas a verdade é que faço por sobreviver a esta ausência de tudo o que sou.

      Mal me sobram a coragem, a força e um fiozinho de voz, mas talvez um destes dias lhe telefone apenas para lhe agradecer.
      Um forte e muito grato abraço.

      Maria João

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    2. Caríssima Maria João, acredito que a doença, quando múltipla e multifactorial, pode aniquilar uma pessoa sob ponto de vista psicológico, o que poderá acelerar o processo de autodestruição (já que a apoptose=morte celular) é absolutamente inevitável. Contudo a grande vontade de viver pode ser uma catapulta para uma melhoria, já que também existem endorfinas (mediadores químicos) potenciados pelo cérebro, que nos podem levar à recuperação e melhoria das nossas mazelas físicas. Seja positiva, afinal ainda é jovem... como sabe até somos da mesma idade...genica é precisa! Vamos a isso...
      Um grande beijo de amizade para reforçar a sua coragem.

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    3. Tem toda a razão e mais uma vez lhe agradeço, mas não me reconheço com todas estas limitações e, por muito que tente, não consigo gostar de viver assim. Bem pelo contrário, abomino semi-viver assim. Não desisti ainda, mas nem sequer compreendi muito bem porquê.
      Os dias, agora, parecem-me infindos, cinzentos, estupidamente centrados em mim e nas minhas incontornáveis mazelas. E eu não era assim. Lembro-me muito bem de que não era assim que funcionava. Ainda que falasse de um problema muito meu, sabia fazê-lo de modo a que pudesse reflectir-se em problemas similares vivenciados por outros. Quero pensar e escrever o que penso e tenho a sensação - certeza...- de o não conseguir fazer de uma forma que sequer se aproxime do que dantes fazia tão naturalmente.
      Para cúmulo, voltei a sentir a falta da companhia dos cigarros, depois de ter estado um mês e meio sem me lembrar deles. Penso que é mesmo a genica quem me está a morrer, pedacinho a pedacinho.

      Outro forte abraço.

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  4. Cara amiga, estou a fazer figas para que melhore das suas mazelas e volte a fazer-nos companhia com os seus belos sonetos. Eu, deste lado, continuarei atento ao que por aqui for publicado, pode crer.

    Fernando Ribeiro

    P.S. - Era fumadora? E voltou a sentir falta dos cigarros? Então isso é uma boa notícia, apesar de a falta de tabaco provocar insatisfação e, por consequência, algum sofrimento também. É sinal de que está a querer continuar a viver.

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    1. Sim, Fernando, era fumadora como todos os poetas e artistas plásticos junto dos quais cresci.

      Tem toda a razão. Ainda não desisti de viver, mas estranho muito esta criatura intelectualmente imprestável em que me tornei.

      Vivo a arfar, exausta por tudo e por nada. Sinto-me inútil e pesada para os outros.
      Obrigada pelo seu cuidado e gentileza.

      Forte abraço.

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