EM CONTRA-MÃO

EM CONTRA-MÃO
Também amei demais, se é que isso existe...
Mas, se isso existe, então amei demais;
Amei como quem prova e não resiste,
Amei como um mortal ama imortais.
Amei-te na alegria. Amei-te triste.
Amei-te sempre em doses desiguais
Que fui servindo enquanto as não puniste
Com desculpas, nem com condicionais.
Amei-te sempre até que desististe
De reparar nuns tantos ideais
Que pra ti preparei, mas que nem viste.
Amei-te em silenciosos rituais
Duma eloquência que me não pediste,
Flagrante, em contra-mão, cega aos sinais.
Maria João Brito de Sousa – 04.07.2018-14.33h
Na sequência da leitura do soneto “Amei Demais”, de Joaquim Pessoa.
Joaquim Pessoa gostaria de ler isto
ResponderEliminarEu que tenho um tanto de Joaquim
E um pouco de Pessoa
Muito gostei
Obrigada, Rogério.
EliminarEste soneto foi escrito em 2018 e faz parte do acervo do livro "Até a Neve Chorará Num Dia Quente". Foi por lapso que veio parar ao topo do blog... ou, então, foi o sapito que deu um pulo no preciso segundo em que o reeditei...
Outro abraço.
Um poema de que gostei muito.
ResponderEliminarE também da foto.
Abraço
Muito obrigada, Elvira.
EliminarPeço desculpa pelo atraso mas o tempo tem-me faltado mais do que nunca. Por razões de saúde e não só, apenas agora descobri esta notificação na minha caixa de correio electrónico.
Um abraço amigo
“Shin gi tai”
ResponderEliminarNeste pequeno quadrado
Encontra-se um ser banal
Se ao triângulo dedicado
Transforma seu potencial
Mas por fim já fatigado
Volta ao ser infinitesimal
A menos que potenciado
Por geometria infernal
Nesse círculo cultivado
Por filosofia oriental
Oferecida de bandeja
No mundo desarticulado
Mantém-se bem vertical
Nunca um ser que rasteja.
"Nunca um ser que rasteja",
EliminarMas um ser bem vertical
Qu`inda que deitado esteja,
Está de forma pontual
Em posição que o proteja
Do cansaço funcional
Que é diário e nos corteja
E que, em nós, é natural.
Nada sei do "Shin Gi Tai",
Mas acredito, Poeta,
Que é arte que bem lhe vai,
Que não é nenhuma treta
E, quando em versos lhe sai,
Deixa antever uma meta.
Maria João
Bom dia, Poeta!
Cá vai com o forte abraço de sempre.
“Zanshin”
ResponderEliminarTeu corpo está truncado
Nesse processo vigente
Não escutes o seu recado
Mais um pouco vai em frente
Mantém-te alerta e focado
Relaxado mas consciente
Do que se passa ao teu lado
E de um modo permanente
Não esperes um resultado
Que seja muito diferente
Se estiveres desligado
Do resto da tua gente
Vai muito além do quadrado
Nunca limitando a mente.
Prof Eta
"Nunca limitando a mente"
EliminarS`inda pulsa o coração,
Ainda que tendo um "Stent",
Não lhe vou dizer que não,
Porém, ainda que tente,
"Zanshins" não sei o que são...
No entanto, estou contente
Pela sua prontidão
Que aquilo que a gente sente,
Nem sempre se encontra à mão
E nisto se perde a gente
De pouca imaginação,
A tal que nos leva em frente
Apesar da confusão
Maria João
Cá vai com outro abraço, Poeta!
Belos amores
ResponderEliminarque por não serem estupores
valem a recordação
Um belo resto de Semana
beijinhos de aqui
que como "fomos pregar pra outra Freguesia"
ainda não temos Net -,`)
Até um dia destes
Obrigada, Anjo.
EliminarAté breve, então!
Beijinhos
Maria João minha poeta!!!
ResponderEliminarComo estás ,?
Telemóvel não respondes.
Tenho milhões de saudades tuas ( se se podem contar as saudades ...)
Ligeirinha!!! Não recebi nenhum telefonema teu, mas tentei telefonar-te e fui informada pela vozinha de fundo de que o teu número se não encontra atribuído...
EliminarNão estou grande coisa, não, mas também não tenho forma de comunicar contigo. Que fazer?
Beijinho grande