ESTA QUE SOU
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ESTA QUE SOU
*
Esta que sou, não é ninguém,
Do que sobrou, já nada tem
Pois cada bem se lhe esfumou...
Aonde eu vou, irá, porém,
*
Como convém a quem passou
E mal poisou, voou além.
Gerou desdém? Não soçobrou
E acabou por ser alguém.
*
Não há vintém? Nem se importou,
De quem a amou, fez-se refém...
Quem a detém se se encontrou?
*
Tanto teimou, que hoje mantém
Quanto a sustém. Nunca abdicou
E, se abrandou, foi pra ser mãe.
*
Maria João Brito de Sousa – 06.07.2019 – 13.41h
*
NOTA – Soneto em verso de oito sílabas métricas e rima encadeada na quarta e na oitava sílaba poética.
É de nostalgia feito, este Soneto fantástico.
ResponderEliminarE quem é a Maria João na fotofrafia?
A menina que brinca na areia,
ou a senhora que leva no ventre
a semente que já é gente?
Um beijinho grande. :)
PS- Quem vive rodeada por tão belas recordações e acompanhada de Musa tão inspiradora, jamais se queixará de solidão.
Olá, Janita!
EliminarEu sou a que levava no ventre a semente que já era vida e que acabaria por nascer nesse mesmo dia.
Bom, na realidade foi no dia seguinte porque esta semente só de madrugada irrompeu mundo afora, embora eu tenha começado a ter as contracções muito pouco tempo depois do "click" deste registo fotográfico, que já tem quase quarenta e três anos...
Obrigada e um beijinho
Beleza de momento
ResponderEliminarde elegância e carisma no tempo
Um bom dia com alegria
Beijinhos.
Obrigada, Anjo!
EliminarBom dia e ainda melhor semana!
Beijinhos
"Outro ser"
ResponderEliminarEsse tempo de ter tempo
Uma ideia peregrina
Consumiu cada momento
Mais rápido qu'estricnina
Mas matéria em movimento
Tem existência genuina
Do cérebro entendimento
Ainda é coisa pequenina
Virá o tempo mais além
Doutras coisas, doutro ser
Em que o ser será vital
Por agora estamos bem
Com novo samba a nascer
Já para o próximo carnaval.
Novos Seres...
Eliminar"Já para o próximo Carnaval",
Ou muito antes - quem sabe? -,
Espero um pequeno sinal
De que a razão não se acabe,
Porque essa nunca faz mal;
Inda que tudo desabe,
Restar-nos-á, no final,
O que de melhor nos cabe...
Se cicuta ou estriquinina
Tanto faz; se uma assassina,
A outra não fica atrás
E enquanto a vida se mina,
Outra nasce e dissemina
Toda a vida que em si traz.
Maria João
Bom dia, Poeta!
De novo com uma infecção aguda - dentro do quadro de cronicidade... - e a ver cada vez pior, peço desculpa pelo atraso na minha improvisada e desgarrada "resposta".
Forte abraço
“Pra navegar”
ResponderEliminarEste tempo são muitos tempos
Todos nascidos pra navegar
Entre vagas e contratempos
Em todos eles existe lugar
Neste tempo d’entretempos
De a bom porto acostar
Entre lazer e passatempos
Sempre podemos assim pensar
E não sendo universal
Pois existe a relatividade
Se olvidares a equação
Se algum tempo te quis mal
Olvida-te da agressividade
Mas não olvides o coração.
Prof Eta
HÁ MUITOS ANOS...
Eliminar"Mas não olvides o coração"
Que agora irá precisar
De toda a medicação
Que o doutor lhe receitar
Para dar continuação
À função de impulsionar
O sangue em circulação
Pelo corpo, sem parar.
De si, guardo a convicção
De haver sido a versejar
Que encontrou uma razão
Para me vir visitar
C`os meninos pela mão
E a Maria, a acompanhar
Maria João
Cá vai, Poeta! Ainda me estou a lembrar do Quique, muito pequenino, a correr junto aos canteiros das palmeiras... há tantos anos, Poeta, há tantos anos...
Forte abraço!
Bom fim de Semana Maria João
ResponderEliminarque pelos vistos
há animação e corropio prós teus lados
Beijinhos
Sim, Anjo, hoje há grande animação em Algés, onde eu cresci, mas só dei por isso através dos anúncios... as minhas animações são outras e os corropios há muito que deixaram de estar ao meu alcance.
EliminarBeijinos e bom fim-de-semana