EU, GATO COM GUIZO
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EU, GATO COM GUISO
*
Corro, corro, corro... mesmo não correndo.
Varro, limpo e estendo sem pedir socorro
E disto me morro, já que vou morrendo
De pouco ir fazendo no tanto que corro...
*
Dez metros percorro e já estão doendo
Do esforço tremendo, artérias que aforro
Para que num jorro me não vão perdendo,
Como depreendo enquanto discorro.
*
Do que era preciso, pouco ou nada fiz;
É certo que o quis, mas... mal me organizo
Com rigor, com siso, logo me desdiz
*
Um feito infeliz!, e eu, gato com guizo,
Confuso, indeciso, vivo por um triz,
Baixando o nariz, aceito o prejuízo.
*
Maria João Brito de Sousa – 25.07.2019 – 13.36h
Rabisco de minha autoria
Gostei de ler mas não sei se entendi. Penso que este gato com guizo é uma metáfora.
ResponderEliminarAbraço
Bom dia, Elvira.
EliminarÉ mais uma comparação brincalhona do que uma metáfora, amiga. Estão presentes os dois elementos da comparação; a autora do soneto (eu) e o gato com guizo...
Para ser um pouco mais explícita, dir-lhe-ei que é como se eu vestisse a pele de um gato a quem puseram um guizo.
Creio que todos sabemos que os guizos são engenhos profundamente desestabilizadores para os pequenos felinos, embora ainda haja quem os utilize nos seus animais de estimação...
Abraço
Grata pela explicação. Tinha-lhe dado outro sentido.
EliminarAbraço
ResponderEliminare com a cabeça entre as orelhas
vamos indo
com ou sem gizo
Um belo fim de Semana
deixo desde já MJ
Não estou nada bem, mas desejo-te um excelente fim-de-semana, Anjo.
EliminarBeijinhos