SOMBRAS E CAMUFLAGENS
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SOMBRAS E CAMUFLAGENS
*
Do que deixar por erros poluído,
Farei sempre triagem rigorosa,
Revendo o conteúdo e o sentido
De cada verso ou cada frase em prosa,
*
Não vá passar-me, assim, despercebido,
O espinho traiçoeiro, em vez da rosa...
Mas sempre escapa algum, meio escondido
Em frase de aparência mais viçosa.
*
Disso não tendo culpa, culpa tenho
De me não desculpar se vos arranho
Com espinhos que escaparam sem que os visse,
*
Mas são meu olhos sombras dos de antanho
Que viam erros do menor tamanho
Que alguém, sem dar por isso, produzisse.
*
Maria João Brito de Sousa – 16.07.2019 – 11.15h
Imagem retirada daqui
Pois
ResponderEliminarbeleza é mesmo assim
a do saber
e mais ser
Um belo dia
que o calor aperta
com alegria
Beijinhos
Bom dia, Anjo!
EliminarPor aqui ainda esteve frio, enevoado e ventoso, o tempo... hoje é que parece querer estar a aquecer um bocadinho
Obrigada e beijinhos
"Open your wings"
ResponderEliminarOpen your wings
offer yourself to fly
often touch the sky
think the craziest things
don't give up and try
not flying is to die
buy yourself the springs
never question why
all answers will apply
open yourself to winds
keep your mind dry
and wings like a butterfly.
Zé da Ponte
"Like a butterfly"
EliminarOr like an old sparrow
That would rather die
Than admit the error
Of wearing a tie
In a space so narrow;
Might never stay dry,
But`s sharp like an arrow...
Maria João
Bom dia, Poeta! Vou já até à Ponte!
Lendo os Sonetos que tenho em falta ler
ResponderEliminarquedo-me em pasmo e em louvor
porque leio, sinto, e sinto pena por não ter
essa alma, esse dom, esse labor...
Beijinho, Maria João.
Tantas palavras bonitas...
EliminarMuito obrigada por cada uma delas, Janita.
Beijinho
Bom fim de Semana MJ
ResponderEliminarque aqui no Interior
já suamos de tanto calor hé hé hé
Beijinhos
Bom fim de Semana MJ
ResponderEliminaraqui no Interior
suamos já
de tanto calor
Beijinhos
Bom fim-de-semana, Anjo!
EliminarPor aqui, nada ainda... pelo menos sinto frio e quando espreito pela janela, vejo um céu cinzento, feio e ameaçador...
Beijinhos
"Nasty brain"
ResponderEliminarAbove the bay was the moon
higher we felt the universe
and much higher the infinite
above all the nasty brain.
Zé da Ponte
Indeed, there are nasty brains,
EliminarBut they don`t stand above all
Like a bed sheet filled with stains
Might be covering a doll
Instead, they have a strange life,
Always trying to foresee
Who will or will not survive,
Always asking; "Is it me?"
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre!
"Be only"
ResponderEliminarAlways asking; "Is it me?"
or is it you, or who else
might we play the game
might we ignore the ignoble
might we dance with the moon
might we cry for our dead bodies
might we fly up to the sky
might we kill every nasty brain
might we kiss the sun
or might we be only.
Zé da Ponte
Os seus poemas são rosas sem espinhos. Nunca arranham. Dir-me-á que as rosas sem espinhos são uma impossibilidade natural. Responderei que são uma possibilidade poética, porque em poesia tudo é possível. Um abraço
ResponderEliminarSubscrevo, Fernando; as rosas sem espinhos são, sem sombra de dúvida, uma possibilidade poética.
EliminarObrigada e um forte abraço.
"Coeurs denudés"
ResponderEliminarNeither ear each other voices?
dans ce monde caché
entre nuages noires
chargées de mots bannales
en sortant par les fenétres
des coeurs denudés
de tout les emotions.
Zé da Ponte
Pas denudés d`emotions
EliminarCar les nuages, parfois,
Sont l`ombre de la raison
Qu`on aura teinté de noir...
Maria João
Cá vai, Poeta, com o abraço de sempre.
Boa Semana Maria João
ResponderEliminaro calor aperta
e sem chapéu
é que nos acerta, no cockpit -,`
Beijinhos
Obrigada e uma boa semana também para ti, Anjo!
EliminarTenho tido pouca disponibilidade para o computador pois tenho em casa uma amiga que tem um braço partido e veio cá passar uns dias.
Por aqui, ainda não sinto esse caloraço de que falas...
Beijinhos