O MEU SONETO DE HOJE III
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O MEU SONETO DE HOJE III
*
O meu soneto de hoje é dedicado
A quem me veio dar os parabéns
E se gagueja um tanto embaraçado
É porque nunca fez de vós reféns,
*
Nem mesmo crê haver-vos conquistado
Mais do que alguns bocejos e desdéns...
Alma, Soneto! Diz “muito obrigado”
Com toda a garra qu`inda em ti conténs!
*
Por mim, não fico tão surpreendida;
É a ti, afinal, que eu devo a vida,
Bem como a quem te lê, ou já te leu.
*
Recebe a saudação e agradece,
Porque a minha alma toda se enternece
Sempre que alguém saúda um filho meu.
*
Maria João Brito de Sousa – 04.11.2919 – 12.53h
NOTA - A fotografia já deve ter perto de duas décadas, mas é a unica que tenho alusiva a um aniversário.
Primeiro de tudo os meus parabéns. E os votos sinceros de um ano com mais saúde.
ResponderEliminarSegundo fiquei feliz por ver um novo poema. Fico sempre com uma sensação de felicidade quando publica algo, porque isso me faz acreditar que está melhor.
E claro que gostei do poema.
abraço e uma boa semana
Muito obrigada, Elvira!
EliminarUm forte abraço, amiga
Parabéns MJ
ResponderEliminare também ao Poema
num certo humor, penso eu
Beijinhos e um belo e feliz dia
É com um grande atraso que te agradeço, Anjo, mas... mais vale tarde do que nunca
EliminarBeijinhos!
Como sempre
ResponderEliminarfui um não-ausente
se venho a tempo
deixo-te um beijo
O anónimo ai de cima
Eliminartem nome e até fotografia
Contei-te entre os presentes, Rogério :)
EliminarObrigada e um forte abraço!
"Sinfonia de arame farpado"
ResponderEliminarSalvemos a humanidade
Com a mesquinhez incluída
Desnudada de integridade
E de humana mente parida
Com laivos de personalidade
Mas de humanidade despida
Corre em busca da verdade
Pauta em mentira corrida
Vibram as cordas do violão
Sinfonia de arame farpado,
Nova humanidade renascida
Pergunto, quantos restarão?
Respondem-me do outro lado:
Alguns mortos, nenhum com vida.
"Uns mortos, nenhum com vida",
EliminarRespondem do outro lado,
E eu fico surpreendida;
- Isto é futuro ou... passado?
Espero que a voz se decida
A dizer ter-se enganado
Na previsão garantida
Pelo verso desgarrado,
Porém nada se acrescenta
À resposta que foi dada.
A voz parece-me isenta,
Não parece atordoada...
Por mim, permaneço atenta,
Já não pergunto mais nada.
Maria João
Cá vai com um forte abraço, Poeta!
“Mundo imperfeito”
ResponderEliminarDança em mim fogo que chora
Percorrendo todo o meu ser
Queima por dentro e por fora
Fogo que arde sem se ver
Se acaso se extingue agora
Desta dança o que irá ser
Por isso o meu ser implora
Arda inteiro até morrer
Que o espírito comandará
Qualquer sinapse imperfeita
Deste universo profundo
Outras mais impulsionará
E da matéria mais insuspeita
Brotará imperfeito mundo.
Prof Eta
"Brotará imperfeito mundo"
EliminarPorque nada é tão perfeito
Que alguém mais meditabundo
Não lhe encontre algum defeito;
Vem um primeiro, um segundo
E um terceiro sujeito...
Sentenciam, "vai ao fundo
Pois não foi feito a preceito!"
Porém nem sempre é precisa
A previsão que se faz...
O mundo avança e desliza
E, entre os braços da tenaz,
Outro alguém idealiza
Um mundo afinal em paz.
Maria João
Mais uma vez lhe peço desculpa pela demora,Poeta!
Forte abraço!
"O outro lado da esperança"
ResponderEliminarA idade não tem idade
Limites nem supressões
Não assassina a mocidade
Veste sempre de calções
Tanto passeia p'la cidade
Vilas, aldeias, sensações
Não procura uma verdade
Tem verdades aos milhões
Não se limite ao infinito
Ou aos ventos de mudança
Mais além sempre voará
Não porque esteja escrito
No outro lado da esperança
Onde mil emoções sentirá.
Prof Eta
"Onde mil emoções sentirá"
EliminarCoroando os resultados
Daquilo que a esp`rança dá,
Quando por ela tocados,
Mas pergunto; "O que será
De uns tantos desesperados
Pra quem esperança já não há
Porque estão desenganados?"
É na esperança colectiva
Que aposto e sempre apostei;
Ela traz, acesa e viva,
A chama que vislumbrei
Na mão reivindicativa
Que arranca o ceptro ao seu rei.
Maria João
Cá vai, com outro abraço, Poeta!
"Vida no lixo"
ResponderEliminarSão ideias de Pessoa
Heterónimos a esvoaçar
Pela alta de Lisboa
Pela baixa a sussurrar
Um não ser amaldiçoa
O que não deve voltar
Sua não ideia destoa
De holocaustos a pulsar
Cheiro a cinza apregoa
Genocídio do pensar
Amordaça o sentimento
E a vida no lixo repovoa
Tudo o que há p'ra mostrar
Na morte do pensamento.
"Na morte do pensamento",
EliminarQue se pode adiantar
À do corpo em sofrimento,
Não lhe quero hoje falar,
Porque penso ser tormento
Difícil de aguentar...
Bem me bastam corpo lento
E olhos a disfuncionar.
O seu poema apregoa
Uma vida bem "lixada"...
Amanhã vou a Lisboa
Para ser "tomografada"
E não chego a ver Pessoa,
Nem o Chiado, nem nada...
Maria João
Cá vai com outro forte abraço, Poeta!
Boa e agradável Semana
ResponderEliminarque as Castanhas estão boas e quentinhas
e a Jeropiga
alegra as voltinhas hé hé hé
Beijinhos MJ
Obrigada, Anjo! Espero que tenhas tido um bom São Martinho!
EliminarBeijinhos
ResponderEliminarAqui o Sol brilha
depois da tempestade da noite fria
e a Neve lá no alto entre os 1000 e 2000 metros
encanta e porfia num belo dia-,`
Beijinhos e um bom fim de Semana agradável MJ-,`)
Obriada Vou já visitar-te, Anjo. Deixa-me só publicar um novo soneto que trago na ponta do cursor. Vejo muito mal as letras - e as teclas... - mas ainda consigo ver vídeos e embora esteja congelada até aos ossos, adoro ver paisagens com neve
EliminarBeijinhos e até já!
Os meus sinceros parabéns, ainda que atrasados. (O meu relacionamento com o blogue é muito lacunar.)
ResponderEliminarAcho muito engraçado que faça anos no mesmo dia da minha Mãe, que fez 19!
Saudações amistosas. Votos de Saúde e excelentes sonetos!
Pedindo desculpa pelo meu enorme atraso, agradeço e deixo um abraço de parabéns à sua jovem mãe, amigo Francisco
EliminarInfelizmente, se brincar com a minha idade, "envelheço" nove anos... mais vale ficar-me pelos sessenta e sete
Fraterno abraço