MÁTRIA II

 


TERRA-MÁTRIA.gif


 


 


MÁTRIA II


 


*


 


Por baixo, por cima, por dentro e por fora,


De azuis se decora, de verdes se anima,


Toda se sublima na fauna e na flora


Que sobre ela mora. Terra, inda menina!


 


*


 


Aos reptos do clima, ela os elabora


E o Sol que a namora e que a insemina,


Jamais a domina quando se demora


Sobre ela que cora se del`se aproxima.


 


*


 


Que céus congemina? Que infernos deplora?


Que diz quando chora num chão que germina


Se alguém contamina o espaço em que ancora?


*


 


E, hora após hora, reflecte e rumina


Sobre o que se ensina(1). É dona e senhora,


Mátria e criadora de quanto fascina!


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 17.12.2019 -08.00h


 


 


 



  • 1) O que se ensina – Aquilo que a si própria se ensina, numa perspectiva evolucionista

Comentários

  1. Um poema de louvor ao planeta que é nossa casa. Gostei de ler Maria João. Especialmente porque há já uns dias que não a via por aí e estava preocupada.
    Um abraço

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, querida amiga!

      Peço desculpa mas, para além dos crescentes problemas de saúde me impedirem de vos ler e deixar registo de vos ter lido, fiquei sem computador durante alguns dias. Ainda não percebi como, nem porque é que me fui deitar com o computador perfeitamente funcional e, no dia seguinte, acordei com ele morto e bem morto...

      Forte abraço

      Eliminar
  2. Singeleza e firmeza
    nesse teu saber escrever
    tal um fado à Terra com certeza
    um tanto maltratado

    Enorme este teu poema
    Beijinhos e uma bela semana

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sim, Anjo, a nossa Terra anda muito maltratada...

      Obrigada e um beijinho

      Eliminar
  3. Terra,
    minha Mãe!
    Pois não é
    que sou filho do Mundo?

    (que belo, Maria João)

    ResponderEliminar
  4. Bom fim de Semana de Natal MJ
    que com saúde a preceito
    é que é bom

    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Saúde não tenho, Anjo, mas desejo-ta do fundo do coração

      Feliz Natal!

      Eliminar
  5. Respostas
    1. Mais uma vez lhe agradeço, Zilda.

      Este poema deveria ter sido ilustrado por uma tela homónima pintada por mim mas perdi todas as minhas imagens quando o computador anterior decidiu "falecer" sem aviso prévio.
      Talvez ainda consiga recuperar uma ou outra através dos blogs... de qualquer forma, com a minha actual falta de acuidade visual, não vai ser tarefa a que me atreva nos próximos tempos.

      Abraço

      Eliminar
  6. "Regresso"

    Sinto a mente regressar
    Mas a distância não meço
    Com receio de atrapalhar
    Tão fantástico regresso

    Vem ligeira a planar
    Sobre vale d’insucesso
    Por certo irá aterrar
    Mais além onde lhe peço

    Mas se acaso ela falhar
    Faço ponte ao pensamento
    Atiro longe ao horizonte

    Mente vazia ao meditar
    Distante a cada momento
    E sobre ela uma ponte.

    Prof Eta

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "E sobre ela uma ponte"
      De pedra, forte, robusta,
      De horizonte a horizonte,
      Conforme à mente se ajusta.

      E logo ali, bem defronte
      Do que à mente mais assusta,
      Jorram versos de uma fonte;
      Chegar à fonte é que custa.

      Levo o meu cântaro cheio
      Mas, de olhos embaciados,
      Receio cair, receio

      Tropeçar nos passos dados;
      Estou presa aqui, pelo meio
      De uns versos já conquistados.

      Maria João

      Bom regresso e um Feliz Natal, Poeta!

      Eliminar
  7. "Erupção"

    A cultura pode ser chão
    De mais profunda raiz
    Há cultura em erupção
    Mesmo se um não o quis

    Hoje não vale um tostão
    Armazena o que ele diz
    Valerá em breve um milhão
    Como as almas mais viris

    Que sabendo aqui estão
    Não para produzir matiz
    Mas dar vivas à criação

    Nunca subjugada a juiz
    Donde brota insubmissão
    Que molda cada aprendiz.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. "Que molda cada aprendiz"
      Da vida que vai passando,
      Dos primórdio, da raiz
      Aos seus frutos madurando?

      Se não tem tudo o que quis,
      Sente que algo vai faltando
      E às vezes se contradiz
      Sem saber como nem quando,

      Pode torcer o nariz,
      Pode ficar matutando
      Como se uma cicatriz

      O estivesse inda marcando,
      Mas, amigo, um ser feliz
      Faz por ir-se questionando.

      Maria João


      Bom dia, Poeta!

      Feliz Natal para si e para toda a família

      Abraço grande!

      Eliminar
  8. Bom e feliz dia que o Sol brilha
    o Natal encanta o olhos
    e o 2020 esperançoso está quase
    vamos ver se não traz escolhos

    Beijinhos

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada, Anjo!

      Por aqui, em Nova Oeiras, não há luzinhas... como não saio, não vejo sinais de Natal, a não ser o meu originalíssimo cacto de Natal

      É verdade! Na falta da grande e bojuda bilha de vidro em que eu encaixava o pinheirinho, resolvi limitar-me a encher de luzinhas um enorme cacto que tenho na marquise.

      Beijinhos

      Eliminar
  9. Bom dia
    que 2020 está quase
    viva mais um Ano novo -,``````

    ResponderEliminar
  10. Respostas
    1. Obrigada, Anjo!

      Boa semana e muito, muito boas entradas na segunda década deste terceiro milénio

      Beijinhos

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

SONETO - 8

NAS TUAS MÃOS

MULHER