ARTIGO VIGÉSIMO PRIMEIRO
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ARTIGO VIGÉSIMO PRIMEIRO
*
Segue de vento em popa o nobre sonho
Dos amanhãs que anseiam por cantar
E disto, apenas disto, hoje disponho
Para, estando acordada, inda sonhar.
*
A cada um dos dias que transponho,
Oiço uma voz de fundo a anunciar
Os (e)feitos de um vírus tão medonho
Que nem o povo o pode erradicar.
*
Assim, está posta em causa a liberdade;
Por cada passo dado na cidade,
Terão de dar-se contas. Tudo é novo
*
E ninguém sabe nada. Ninguém sabe
Se se irá resistir à mortandade,
Se sobrevive, ou não, a voz de um povo.
*
Maria João Brito de Sousa – 19.03.2020 – 10.32h
"O regresso"
ResponderEliminarD’emergência é o estado
Que você deve usar
Ponha luvas com cuidado
Não esqueça desinfectar
Tussa sempre para o lado
Corra para as mãos lavar
E na máscara pendurado
Você deve sempre estar
Faça tudo tele trabalhado
Que o chefe vai adorar
Será sempre recompensado
Se as regras interiorizar
Que o regresso ao passado
Talvez possa assim chegar.
"Talvez possa assim chegar"
EliminarEsse passado de um raio
Que começou a ladrar
Num vinte e oito de Maio.
*
Sei bem que estou a agoirar,
Mas noutro golpe não caio...
Pouco irei remediar,
Pois, de casa, já não saio
*
Senão para o hospital
Ou pró centro de saúde
Quando me sinto tão mal
*
Que peço a alguém que me ajude
A sentir-me mais normal...
Tomo sempre essa atitude.
*
Mª João
*
Seja bem regressado, Poeta!
Continuo a ter uma enorme dificuldade em ler e escrever, mas sempre disse que queria ir desta para melhor a criar poesia ...
Um abraço grande!
Serenidade
ResponderEliminaré o melhor lema
da nossa idade
Um belo dia de Clausura
Beijinhos
Serenidade,sim, mas não anestesia geral, Anjo
EliminarHoje vou quebrar a clausura por uma imposição de ordem médica; tenho um exame marcado e como não foi protelado até ao momento, estou em jejum e a preparar-me para ser transportada por um amigo até ao laboratório de radio-diagnóstico.
Não vai ser nenhuma festiva quebra da clausura, acredita! Saio de uma imposição -
- voluntária, claro...- para me ir submeter a outra imposição...
Bom início de Primavera (chuvosa...) e bom dia de clausura para ti, Anjo!
"Esse lamaçal"
ResponderEliminarNunca teremos chegado,
porque a partida é cada instante
E se uma ilusão persistir,
será apenas reconstrucção
No espaço por definir,
cabe toda a imensidão
Deste momento presente
e cada pedaço ausente
Por lhe faltar aprovação,
cabe na palma da mão
Dum ser ainda maior,
a carecer de concepção
Mas o espaço é-lhe adverso,
quiçá apenas controverso
Cada registo banal,
luta pela sua ocupação
Cada grito disperso,
não se ouve na multidão
Cada registo do mal,
vem rotulado do inverso
Cada um no lamaçal,
transformado em universo
Não sente a consciência,
preferindo a sua ausência
Por todos vamos clamando
n’areia a cabeça enterrando.
Zé da Ponte
"N`areia a cabeça enterrando"
EliminarSem ter a menor ideia
De quanto se vai passando
Para lá da mesma areia...
*
Ninguém sabe como ou quando
Surgirá a panaceia
Pró que hoje nos vai deixando
Enredados nesta teia
*
Cada vez mais apertada,
Cada vez mais sem saída;
Espécie forte e bem armada,
*
Nós, presa desprevenida,
Somos vida ameaçada
Por um grão de semi-vida...
*
Mª João
Forte abraço, Poeta!
Espero que tudo esteja bem consigo e com toda a família!
Um bom dia com alegria
ResponderEliminarespantemos a fobia
beijinhos
https://www.kinrooiwebradio.be/
Espantemos a fobia, mas não corramos o risco de deixar a prudência de lado, Anjo...
EliminarContinuo em clausura por "Direito - e dever... - de protecção".
Beijinhos