CIDADE ENTRE MURALHAS

VAZIA, A CIDADE ENTRE MURALHAS.jpg


 CIDADE ENTRE MURALHAS


*


 


Está vazia, a cidade entre muralhas...


Vestindo um pálio verde acinzentado,


Espelha agora reflexos e migalhas


Do que era humano, urbano e povoado.


*


 


Há silêncios brotando destas malhas


Pelo homem tecidas no passado;


Hoje, nem um sinal de humanas falhas


Contraria o vazio aqui estampado.


*


 


Suspensa, a vida humana mal murmura,


Mas permanece a esp`rança. Essa perdura


No sonho que entre muros se encerrou.


*


 


Quem sabe quando chega esse amanhã


Que há-de trazer consigo a vida sã


Que todo o homem são sempre sonhou?


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 05.04.2020 – 19.28h


 


*


 


Soneto criado ontem para o desafio “Imagem/Poema” do site Horizontes da Poesia.


(muito ligeiramente reformulado)

Comentários

  1. «Quem sabe quando chega esse amanhã?»

    Talvez hoje...
    Quem sabe?
    E se for amanhã...
    ... não será tarde

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    Respostas


    1. "E se for amanhã, não será tarde"
      Que o homem novo não é apressado,
      Nem costuma fazer o grande alarde
      Que faz um homem menos assisado...
      *

      A chama inda em nós freme, inda em nós arde,
      E esse amanhã constrói-se lado a lado!
      Sejam bem vindos, valente e cobarde,
      Ao mundo que tivermos conquistado!
      *

      Aos tantos que tombarem, lembraremos
      Nos hinos e poemas que criemos
      Durante os dias de confinamento
      *

      Porque afinal é certo, muito certo;
      Por mais que nos confinem neste aperto,
      Ninguém corta "a raiz ao pensamento"!

      *


      Maria João Brito de Sousa - 06.04.2020 - 11.40h

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