CORAÇÃO SUBURBANO E REMENDADO
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CORAÇÃO SUBURBANO E REMENDADO
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Coração suburbano e remendado
É qual punhado de coisa nenhuma
Que perdido entre agulhas de caruma
Julgasse que afinal fora encontrado.
*
Ao sentir-lhe o pulsar (des)compassado
Como o de vaga ao desfazer-se em espuma,
Ao mar o lançaria se outra escuna
Mo levasse e trouxesse renovado!
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Mas nem o mar me of`rece tal benesse,
Nem eu lhe of`recerei o que parece
Desafinado, ainda que o não esteja.
*
Pulsa enquanto pulsar lhe for possível,
O punho ora rebelde, ora sensível,
Que me traz presa à vida e que lateja.
*
Maria João Brito de Sousa – 16.04.2020 – 18.00h
Quem bom teres coração remendado
ResponderEliminarHá quem o tenha inteiro e bem são
E mesmo tendo-o em bom estado
Age como se não tivesse coração
Sim, é muito comum encontrar casos desses, Rogério.
EliminarCreio que, na sua maioria, são pessoas que ainda não aprenderam a equilibrar razão e coração.
Abraço e uma braçada de cravos vermelhos, que Abril já vai no seu décimo sétimo dia
Gostei de ler Maria João. Peço desculpa não sou muito boa a comentar poesia. sempre pensei que a poesia existe para ser sentida, lida, partilhada, amada. Mas como se comentam sentimentos sem pecarmos por inexatidão?
ResponderEliminarAbraço e bom fim de semana
Não tem por que desculpar-se, Elvira.
EliminarEu também não me considero uma boa comentadora de poesia e prosa. Nem sequer uma sofrível comentadora sou; a maior parte das vezes, entro, leio e saio caladinha, ou limito-me a deixar um abraço...
Forte abraço e um fim-de-semana tão bom quanto possível