METROS QUADRADOS

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METROS QUADRADOS


*


 


 


Metros quadrados, poucos, que palmilho


No limiar da minha (im)paciência,


Formam o palco da minha existência


E o berço destes versos que partilho.


*


 


Metros, uns tantos, que amo e que perfilho


Como se impostos pela consciência


Dessoutra voz sem cor nem consistência


Que sussurra e ressoa qual estribilho.


*


 


Nestes metros quadrados me enraízo,


Observo o mundo e teço o meu juízo


Que sempre deixo aberto a novos dados.


*


 


De pouco, muito pouco mais preciso,


Pra vos não dar excessivo prejuízo,


Pr`além de uns tantos metros (en)quadrados.


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 18.04.2020 – 09.50h

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