VERDADE(S) III

O GATO - 1999.jpg


VERDADE(S)III


EM (genuíno) SONETO ALEXANDRINO


(a da genuinidade)
*



Tudo pondo em questão, duvido sem parar
Da placidez lunar até à suspeição
Com que encaro a fissão de teor nuclear,
Não vá ela levar o mundo à perdição...
*



Sou fiel como um cão, mas sou gato a sondar
Tudo quanto encontrar espalhado pelo chão;
Ignoro a frustração e afasto-a se chegar
A mim sem me enlevar, nem me pedir perdão.
*



Duvido por sistema e não deixo de crer
Num versito qualquer que aspire a ser poema
Seja qual for o tema a  que se propuser,
*



Portanto, mal puder, desfaço o tal dilema
E não há voz suprema ou espada de aluguer
Que me force a ceder se o verso em mim já rema.
*


 


 


Maria João Brito de Sousa - 29.04.2020 - 13.00h

Comentários

  1. Inspirado e inspirador
    momento MJ

    Um belo 1º dia de Maio
    bom fim de Semana
    Beijinhos

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

NAS TUAS MÃOS

MULHER

A CONCEPÇÃO DOS ANJOS - Em nove sílabas métricas