ALEA JACTA EST

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ALEA JACTA EST


*


 


 


Depois do gelo, a terra abre-se em flor


E à flor segue-se o fruto do costume,


Como à faísca irá seguir-se o lume


Ao qual se há-de seguir seja o que for. 


 


* 


 


Lançam-se os dados. Busca-se o factor


Que satisfaça as ânsias do cardume


Que aguarda ordeiramente e nem presume


Poder cair nas mãos do pescador.


*


 


Na praia, três pulguinhas, das da areia,


Vão emulando o canto da sereia


A bem da tradição... e dos seus egos.


*


 


Sobe a maré e cumprem-se os destinos


Dos cardumes, dos homens, dos meninos


E até dos que são loucos ou estão  cegos.


 


*


 


Maria João Brito de Sousa – 20.05.2020 – 10.14h


 


Imagem - "La Luna Rota", Almada Negreiros -


Retirada daqui

Comentários

  1. Quem me dera ter nascido com o dom de assim saber escrever e depois, ter tido a possibilidade de aprender a aprimorar tão bela Arte.

    Fiquei feliz por a ver voltar Maria João, sinal de que as coisas, felizmente, estão a melhorar .

    Um beijinho.

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Janita

      Infelizmente, tanto eu quanto a Mistral temos estado a piorar sensivelmente. Hoje terei mesmo de a voltar a levar ao veterinário.

      Beijinho

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  2. Maria Elvira Carvalho21 de maio de 2020 às 08:49

    Fico feliz com a sua volta embora saiba que ainda não está bem. Desejo rápidas melhoras.
    Gostei de ler o soneto. E penso que o destino se cumpre sempre. Mesmo para quem nele não acredita.
    Abraço e saúde

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    Respostas
    1. Muito obrigada, Elvira.

      De certa forma, estou de acordo consigo; todos temos um prazo de vida findo o qual teremos cumprido o nosso destino.

      Forte abraço

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