ALEGORIA DE UMA ZANGA
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ALEGORIA DE UMA ZANGA
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(Em verso hendecassilábico com rima encadeada)
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Maduros os mostos, montada a treliça,
De pronto se atiça uma zanga nos rostos
E os pressupostos de haver nova liça
Incham qual carriça espantando os opostos.
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Confrontam-se os postos, deflagra a cortiça
Na chama castiça de antigos agostos
Que a tudo dispostos, jubilosa eriça
Com fúria maciça explodindo em compostos.
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Dos mostos maduros mais bem fermentados,
Serão decantados os vinhos mais puros...
Não sei que futuros nem sei que passados
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Só sei que há legados funestos e duros
E outros com furos muito bem guardados
Por lábios cerrados, disfarces e muros.
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Maria João Brito de Sousa - 26.05.2020 - 12.28h
Tão belo, isto!
ResponderEliminarObrigada, Rogério.
EliminarAbraço!