BEM-SE-SABE
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BEM-SE-SABE
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(Soneto em verso eneassilábico)
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Bem se sabe o que julga saber-se,
Mal se sabe o que nem se adivinha;
Se bem sabe o que possa comer-se,
Mal nos sabe o que aos frutos definha.
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Que bem sabe um bom doce de alperce
Preparado por quem o cozinha
Com o toque alquimista que exerce
Sobre quanto de si se avizinha.
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Se pra tudo houver contrapartida,
Bem melhor percebemos que a vida
É mudança imparável, constante,
*
E se tudo se move e renova,
Bem se sabe o que a vida comprova;
Quem parar vai morrer nesse instante.
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Maria João Brito de Sousa – 21.05.2020 - 13.00h
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Imagem
Natureza Morta com Maçãs - Paul Cézanne
E como nós não paramos
ResponderEliminarsó às vezes
aqui nos encontramos
bom fim de Semana
que até dá gana
ir às águas longínquas do mar
refrescar
Beijinhos
Ora bem, Anjo
EliminarNão vou à praia mas o calorzinho é, para mim, sinónimo de menor desconforto físico.
Beijinhos e que tenhas um excelente fim-de-semana
«E se tudo se move e renova,
ResponderEliminarBem se sabe o que a vida comprova;
Quem parar vai morrer nesse instante.»
Há um segredo que bem guardo
eu me movo, sempre
mesmo quando paro
onde não vai a perna, vai a mente
É bem verdade, Rogério!
EliminarFoi exactamente assim que nasceram as muito largas centenas de sonetos que por cá vou deixando.
Abraço
Que parar é morrer já dizia a minha avó. Por isso eu faço como o Rogério.
ResponderEliminarEspero e desejo que esteja melhor.
Abraço, saúde e bom fim de semana
Obrigada, Elvira!
EliminarPor enquanto, tudo se mantém no que a mim me respeita, mas a Mistral está bastante melhor
Abraço!